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Casal investiu R$ 1.700 em carrocinha de pipoca e hoje fatura R$ 26 milhões

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Casal investiu R$ 1.700 em carrocinha de pipoca e hoje fatura R$ 26 milhões

Maurício Matheus, 32, e Andressa Martins, 30, tinham o sonho de ter uma marca própria. Independentemente do negócio que iam abrir, o nome já estava decidido: Baurucas (inspirado no apelido de Maurício: Bauru).

Em 2018, depois de pesquisar, decidiram investir R$ 1.700 numa carrocinha de pipoca artesanal. Ela ficava em Campo Grande, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, e vendia três sabores de pipoca:churros, leite em pó e paçoca. Quatro meses depois, mudaram de ponto: a carrocinha foi para a rodoviária do bairro.

"O começo foi bem frustrante, com faturamento diário de menos de R$ 200. O cliente não queria pagar por uma pipoca artesanal. Mas não desistimos, pois a nossa meta era sair da rua em um ano", diz Matheus. O negócio só deslanchou mesmo um ano depois, quando eles abriram a primeira unidade no Park Shopping Campo Grande. A carrocinha foi aposentada e a marca passou a ter quiosques.

Na pandemia, a loja teve que ser temporariamente fechada. Para manter o negócio vivo, eles adaptaram uma cozinha na casa dos pais de Matheus e migraram as vendas para o delivery. "A estratégia deu certo: conquistamos uma base de clientes fiéis, muitos deles consumindo a marca diversas vezes por mês", afirma. O período também foi aproveitado para desenvolver novos sabores e estruturar processos que prepararam a Baurucas para a retomada.

Nosso objetivo sempre foi mostrar que a pipoca pode ser um produto de alta qualidade, e não apenas um lanche comum. Maurício Matheus, sócio-fundador da Baurucas

Hoje, a Baurucas tem 45 unidade e uma fábrica que produz 10 toneladas de pipoca por mês. O faturamento de 2025 foi de R$ 26 milhões.

A Baurucas vende pipocas artesanais. Matheus diz que a marca tem receitas desenvolvidas artesanalmente, sabores exclusivos e usa ingredientes de boa qualidade, como o milho mushroom (um tipo de milho para pipocas artesanais). "Ele proporciona um formato mais uniforme e praticamente sem resíduos de caroço", diz.

São 18 sabores, sendo 6 fixos no cardápio. Os mais vendidos são leite em pó, drizzle chocolate (pipoca de caramelo com listras de chocolate preto e branco) e o "sacão de salgadinhas" (pipoca de salgadas sabor manteiga feitas na hora). O drizzle é exclusivo da marca. "O conceito de drizzle consiste em cobrir a pipoca caramelizada com fios ou listras de calda, como chocolate ou morango. A ideia tem origem e inspiração no estilo americano de fazer pipoca", diz Matheus.

Cada mês, a marca lança um sabor sazonal. Na Copa do Mundo de Futebol, realizada entre junho e julho deste ano, a Baurucas lançou a pipoca sabor "Cebola e Salsa". Os sazonais saem de linha, mas continuam no portfólio da marca, podendo voltar a qualquer momento.

Quanto custa a pipoca? Os preços das pipocas salgadas são R$ 13,90 (M) e R$ 25,90 (G). Já as pipocas doces são vendidas por valores entre R$ 14,90 e R$ 23,90 (nas lojas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais) e entre R$ 17,90 e R$ 26,90 (nas lojas do estado de São Paulo).

Toda a produção é própria. A fábrica está localizada em Campo Grande, no Rio. "A estrutura abastece todas as unidades, garantindo a padronização das receitas, o controle de qualidade e a consistência dos produtos", afirma Matheus.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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