Tesouro IPCA+ retorna aos 8% após Focus e à espera de discurso de Warsh
O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a operar em 8% ao ano nesta segunda-feira (24), subindo de 7,96% no fechamento de sexta-feira e devolvendo parte do alívio registrado na semana passada, quando o papel havia atingido a menor taxa desde 2 de junho.
O movimento acompanha a divulgação do Boletim Focus, que voltou a elevar a projeção de inflação para 2027 e reduziu a estimativa de crescimento da economia neste ano.
Nos demais títulos de inflação, a variação foi mínima.
O IPCA+ 2040 e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiram de 7,49% para 7,50%, e o IPCA+ 2050 avançou de 7,31% para 7,32%.
O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 recuou de 7,70% para 7,69%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 permaneceu estável em 7,37%.
Nos prefixados, o movimento foi de leve queda nos vencimentos mais longos.
O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,59% para 14,56%, e o Prefixado 2032 recuou de 14,57% para 14,55%.
O Prefixado 2029 avançou de 14,17% para 14,18%.
O Boletim Focus manteve em 5,02% a projeção para o IPCA de 2026, pela segunda semana consecutiva, mas elevou a estimativa para 2027 de 4,24% para 4,25%.
Para 2028, a projeção ficou em 3,80% pela quarta semana seguida, e para 2029 permaneceu em 3,50% pela 51ª semana consecutiva, todas acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central.
A projeção para a Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano pela terceira semana consecutiva, depois de ter recuado de 14% para 13,75%.
Para 2027, a estimativa ficou em 12% pela décima semana seguida, e para 2028 permaneceu em 10,50% pela oitava semana consecutiva.
No câmbio, o mercado manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 no fim de 2026, mas elevou a estimativa para 2027 de R$ 5,29 para R$ 5,30.
A previsão para o crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,98% para 1,95%.
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