Médica descobre esclerose múltipla após crise em vestibular e usa experiência como paciente para ajudar
Carolina Miranda Aranha atua como médica generalista em Santos (SP) Arquivo Pessoal e Gabriel Cardim Desde a adolescência, Carolina Miranda Aranha sonhava em se tornar médica.
Mas foi justamente durante uma prova de vestibular para Medicina que ela teve a primeira crise de uma doença que até então desconhecia: a esclerose múltipla.
Carolina precisou abandonar o exame e procurar atendimento médico, mas não desistiu da carreira.
Hoje, já formada, usa a própria experiência com a doença para ajudar a identificar sinais de esclerose múltipla em pacientes em Santos, no litoral de São Paulo. 🔎 A esclerose múltipla atinge, geralmente, pessoas entre 20 e 40 anos, com maior incidência entre as mulheres.
A Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) define a condição como uma doença neurológica, crônica e autoimune, na qual células de defesa do organismo atacam o sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
No mês dedicado à conscientização sobre a esclerose múltipla, o chamado 'Agosto Laranja', Carolina explicou ao g1 a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para o enfrentamento da doença, que não tem cura.
“É possível, sim, a gente viver completamente feliz, trabalhando no que almeja, com muito sucesso”, afirmou a médica.
Agora no g1 Desafios do diagnóstico Ao g1, Carolina contou que decidiu cursar Medicina ainda na adolescência, inspirada pelo tio.
No entanto, precisou enfrentar uma série de desafios para entrar na carreira após ser diagnosticada com esclerose múltipla no início de 2016.
O primeiro obstáculo surgiu no vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em novembro de 2015, quando ela precisou abandonar a prova para procurar atendimento médico devido a um intenso formigamento na mão e à visão embaçada.
Acompanhada por um neurologista, a estudante passou por uma investigação e realizou exames até receber a confirmação da doença.
Ela contou que, apesar do interesse pela área da saúde, conhecia pouco sobre a esclerose múltipla naquele momento.
“Então minha reação foi de incógnita, de tipo: ‘O que está acontecendo com a minha vida?’.
Ao longo do tempo, eu fui realmente tendo uma ciência”, relembrou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.