Autor de ataque ao Porta dos Fundos processa prefeitura por digitalizar estacionamento em ruas do Rio
Autor de um ataque a bombas à sede do Porta dos Fundos em 2019, Eduardo Fauzi Cerquise é responsável por um pedido na Justiça que sustou liminarmente o programa Rio Rotativo Digital, da prefeitura do Rio.
Atualmente, ele se coloca como representante da Associação dos Guardadores Autônomos de Veículos São Miguel e se mostra contrário ao sistema que substituiu os antigos talões de papel e passou a funcionar exclusivamente de forma digital, por meio do aplicativo Jaé.
Eduardo Fauzi chegou a ficar foragido na Rússia, após o atentado contra o canal de humor, mas foi extraditado para o Brasil poucos meses depois.
Não é a primeira vez que ele se faz notável pela luta dos guardadores de carros da capital fluminense.
Em 2013, Fauzi foi preso após agredir fisicamente o então secretário de Ordem Pública do Rio, Alex Costa, durante uma ação contra estacionamentos rotativos irregulares.
Na véspera do Natal de 2019, ele arremessou dois coquetéis molotov contra a fachada da produtora do Porta dos Fundos.
O motivo seria um vídeo, no qual trechos da Bíblia eram ironizados pela esquete de humor.
Em maio deste ano, ele foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão pelo ato Inicialmente, ele respondia em regime semiaberto.
Continua após a publicidade Nesta quinta-feira, a Justiça do Rio suspendeu a lei municipal que criou o sistema de estacionamento.
O despacho não informa o motivo da decisão liminar, mas a ação civil pública apresentada pela Associação dos Guardadores Autônomos de Veículos São Miguel argumenta que o município teria invadido competência da União ao legislar sobre aspectos relacionados ao exercício da profissão de guardador autônomo de veículos, regulamentada por legislação federal.
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