Estudos revelam impactos do bilinguismo no cérebro infantil
Estudos publicados em 2026 trouxeram à tona questionamentos de como o cérebro das crianças passa por mudanças intensas nos primeiros anos de vida , período em que também acontece uma grande parte do desenvolvimento da linguagem.
O especialista em linguagem aponta que o bilinguismo também pode favorecer habilidades importantes como memória, atenção, escuta ativa e flexibilidade cognitiva.
O primeiro estudo “O impacto do contexto linguístico na sincronia inter-cerebral em bilíngues famílias”, publicado na revista Frontiers in Cognition, voltada para a pesquisa em todas as áreas da cognição, analisou brincadeiras orientadas a crianças em ambas as línguas nativa e segunda língua para avaliar como o uso da linguagem molda a sincronização neural.
Leia Mais Cérebro não volta a ser o mesmo depois da maternidade? O que diz a ciência Dia dos Pais: leitura compartilhada fortalece o vínculo entre pais e filhos Estudos com macacos apontam que fala humana pode ter evoluído da risada Nesse contexto, a análise refletiu se a língua utilizada durante as interações mãe-filho afeta a sincronia neural em famílias bilíngues.
A abordagem de brincadeira permitiu que as famílias interagissem espontaneamente em ambas as línguas, oferecendo insights sobre como o dia a dia o uso da língua modela a sincronização neural.
Outro estudo, “Como o bilinguismo influencia o processamento da linguagem no cérebro em desenvolvimento: uma revisão sistemática das evidências neurobiológicas”, divulgado pela Elsevier, empresa holandesa voltada para conteúdos e análises de informações para as áreas de ciência, técnica e saúde, examina o efeito das experiências bilíngues no desenvolvimento cerebral e no processamento da linguagem em bebês, crianças pequenas e crianças, com foco em metodologias neurobiológicas.
A análise examinou as trajetórias de desenvolvimento neurais de crianças bilíngues precoces e tardias .
Em bilíngues precoces, a inserção das duas línguas influencia vários aspectos do desenvolvimento e do processamento iniciais da linguagem.
Por exemplo, eles inicialmente demonstram estreitamento perceptivo retardado em comparação com monolíngues.
Além disso, bilíngues precoces e monolíngues exibem diferenças na estrutura e na função cerebral , indicando refinamento neural contínuo e, potencialmente, um processamento da linguagem mais eficiente.
Já as crianças aprendizes de segunda língua, o foco está na interação entre adaptação neural e entrada linguística.
À medida que a entrada e a proficiência aumentam, os aprendizes demonstram respostas mais maduras e maior ativação em regiões cerebrais específicas da linguagem.
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