Menina de 4 anos morre após ser agredida no RS; tio confessou crime
Um homem foi preso hoje suspeito de agredir e matar a sobrinha, de 4 anos, em Porto Alegre.
Samylle Valentina Borba deu entrada na UPA Bom Jesus, na zona leste, já sem vida e com marcas pelo corpo na segunda-feira (17). A equipe constatou sinais de agressão e acionou a polícia imediatamente. Além disso, os médicos também suspeitaram de violência sexual.
Nicolas Gabriel Almeida Staubus, 22, é o principal suspeito do crime e confessou ter agredido a sobrinha. Ao UOL , a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso, disse que ele relatou ter dado "palmadas" na menina porque ela teria feito cocô na roupa. Após ser agredida, a criança passou mal e começou a convulsionar. A reportagem tenta localizar a defesa dele e o espaço segue aberto para manifestação.
Certidão de óbito aponta politraumatismo como causa da morte. Não há, até o momento, nenhum laudo pericial pronto. Um laudo específico sobre a suposta violência sexual está em elaboração e ainda não foi finalizado.
Menina morava com os tios havia pelo menos dois meses. Foram Nicolas e a companheira dele que levaram Samylle à UPA.
O homem fugiu ao perceber a chegada da polícia e só foi preso hoje. A companheira dele foi ouvida como testemunha e liberada em seguida.
A delegada contou que o Conselho Tutelar já havia intervindo na família. Isso aconteceu em abril do ano passado, quando houve suspeita de abuso sexual contra a irmã mais velha de Samylle. As duas meninas foram colocadas, então, sob a guarda dos avós maternos.
Mãe recuperou a guarda em outubro de 2025. Ela passou a morar com as filhas e o companheiro, que era pai da menina mais velha. O relacionamento chegou ao fim, e a mãe se mudou com as duas filhas para a casa de um novo companheiro em abril de 2026.
Essa segunda relação terminou pouco tempo depois, e a mãe foi morar na casa de uma amiga. Ela não pôde levar as filhas, e pediu que uma outra amiga ficasse temporariamente com elas. Depois, a mais velha foi morar com o pai e Samylle ficou sob os cuidados da tia e do tio.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei nº 8.069/1990 — estabelece a proteção integral e os direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
A violação de direitos ocorre quando crianças ou adolescentes são colocados em situação de risco, incluindo:
Denúncias podem ser feitas aos Conselhos Tutelares, órgãos municipais responsáveis por zelar pelos direitos da infância e adolescência.
Em situações urgentes, também é possível acionar o Disque 100 ou a Polícia Militar (190).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.