Cães de indígenas Warao são abandonados após transferência de famílias para novo abrigo em Belém
Cães estão abandonados no bairro do Tapanã, após mudança dos indígenas Warao Dezenas de cães que conviviam com famílias refugiadas de indígenas da etnia Warao estão abandonados no bairro do Tapanã, em Belém, enfrentando fome, sede e doenças.
Os animais foram deixados para trás após a transferência dos indígenas para um novo abrigo em no distrito de Outeiro.
Segundo a prefeitura, a nova sede não dispõe de espaço físico para abrigar os animais domésticos, gerando protesto de defensores da causa animal na capital paraense. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Os cães agora vagam pelas ruas do entorno do antigo abrigo revirando o lixo em busca de alimento, escondendo-se debaixo de carros e permanecendo em frente aos portões fechados do antigo espaço de acolhimento.
Atualmente, cerca de 30 animais vivem nessa situação de vulnerabilidade.
O número já foi muito maior, segundo ativistas.
Os voluntários atuam há três anos no local que abrigava mais de 100 cães.
Em março deste ano, eram 50, e hoje restam menos de 40.
A redução drástica se deve, em grande parte, a um surto de cinomose e parvovirose ocorrido há sete meses, que dizimou dezenas de animais, segundo os voluntários.
Cães ficam abandonados em antigo abrigo de indígenas venezuelanos refugiados em Belém.
Reprodução / TV Liberal Transferência determinada pela Justiça A mudança das famílias indígenas ocorreu em junho deste ano, após uma determinação da Justiça Federal.
Quase um ano antes, a Justiça havia ordenado que a Prefeitura de Belém apresentasse um plano de reestruturação para as casas de acolhimento.
A transferência só foi efetivada depois que a Justiça aplicou multas de R$ 1 milhão à Prefeitura de Belém e de R$ 1 milhão ao Governo do Pará pelo descumprimento dos prazos.
Ao todo, 19 famílias da etnia Warao, cerca de 100 imigrantes venezuelanos que vieram para o Brasil fugindo da crise socioeconômica no país de origem, foram levadas para a nova sede em Outeiro, mas sem o direito de levar os animais de estimação.
"A prefeitura diz que não é possível levar os animais para lá por não ter espaço.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.