Governo prepara nova rodada de renegociação de dívidas antigas, diz jornal. Alívio para os bancos pode virar dor de cabeça?
O endividamento voltou a bater à porta do governo .
Com a inadimplência dos brasileiros no maior nível em mais de uma década, a equipe econômica prepara uma nova proposta para tentar destravar dívidas antigas que ainda mantêm milhões de brasileiros longe do crédito, segundo informações do jornal O Globo .
A ideia, desta vez, não seria apenas colocar credor e devedor frente a frente para negociar.
Ao Extra , o ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou que o governo estuda uma espécie de “leilão” para comprar carteiras de dívidas antigas dos consumidores .
O desenho ainda não foi detalhado, mas a lógica seria diferente das últimas versões do Desenrola.
Em vez de o consumidor precisar acessar uma plataforma e aceitar individualmente uma oferta, o próprio governo organizaria o leilão para que as carteiras fossem adquiridas com descontos significativos.
A estratégia buscaria, de um lado, limitar o impacto sobre as contas públicas e, de outro, retirar dos bancos e prestadores de serviços dívidas cuja expectativa de recuperação já é baixa.
Segundo Durigan, o programa seria direcionado a pessoas em que a renda e situação profissional melhoraram, mas que continuam negativadas por débitos antigos, acumulados em um período de juros elevados e dificuldades econômicas.
Já para os bancos, isso representaria o surgimento de um novo comprador para ativos estressados.
Veja também: Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento Mais um programa de renegociação de dívidas A proposta não seria a primeira tentativa do governo de enfrentar o endividamento das famílias.
As duas rodadas do Desenrola, os programas 1 e 2, alcançaram cerca de 19 milhões de brasileiros.
Na primeira edição, foram incluídas dívidas bancárias e contas de consumo, como luz e gás.
O programa utilizou uma plataforma de renegociação, aberta depois de um leilão que definiu quais credores participariam de acordo com os descontos oferecidos.
Já a segunda rodada ficou restrita às dívidas de crédito bancário.
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