Assaí (ASAI3) enche o tanque com a compra de postos por R$ 80 milhões; entenda o que isso significa para o investidor
Itaú BBA, Safra, Citi, XP e J.P.Morgan dizem o que fazer com os papéis da varejista a parti de agora; confira as análises
Imagine a cena: você faz as compras no atacarejo e já aproveita para encher o tanque. É essa experiência de loja completa que o Assaí (ASAI3) quer reforçar ao fechar a aquisição de 18 postos de combustíveis operados dentro de suas lojas em São Paulo por até R$ 80 milhões.
O mercado financeiro recebeu o negócio com o radar de cautela ligado. Por volta de 14h, as ações ASAI3 operavam em queda de 0,98%, cotadas a R$ 10,11. No ano, no entanto, os papéis mantêm trajetória de ganhos, acumulando alta na casa de 40%.
A transação envolve R$ 40 milhões na aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( Cade ), R$ 35 milhões no fechamento de cada unidade e até R$ 5 milhões em earn-out . A operação nas mãos do Assaí, contudo, só começa a partir de 31 de julho de 2027.
Com um tráfego estimado em 20 milhões de veículos por mês em suas lojas, a varejista tenta capturar uma fatia maior do orçamento do consumidor, mas será que a novidade justifica colocar os papéis na carteira?
A entrada no mercado de combustíveis encontra uma das maiores fortalezas do Assaí: o forte fluxo diário de clientes em seus estacionamentos. O negócio adiciona complexidade operacional, mas o desembolso financeiro não compromete o balanço da companhia.
No entanto, os bancos não são unânimes sobre comprar as ações ASAI3 neste momento. O Seu Dinheiro destacou os principais pontos para você tomar a sua decisão de investimento.
O banco vê a compra dos postos como estratégica para gerar novas avenidas de crescimento frente ao atual ambiente do varejo alimentar.
Em um cenário otimista de expansão para 100 postos, a operação pode gerar Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre R$ 66 milhões e R$ 110 milhões — 1,4% a 2,3% do Ebitda consolidado do Assaí em 2027 —, diluindo custos fixos e aumentando a fidelidade.
Segundo o J.P. Morgan, o impacto imediato da aquisição é pequeno, já que a operação representa menos de 0,5% do valor de mercado do Assaí.
O banco nota que o Assaí pagará até R$ 4,4 milhões por posto — valor superior aos R$ 2,7 milhões praticados na venda do GPA ao Grupo Ultra em 2024 —, mas justifica que os pontos do Assaí possuem tráfego e rentabilidade superiores.
O banco avalia a transação como positiva e dentro do esperado e destaca que o valor máximo de R$ 80 milhões representa apenas 4% dos cerca de R$ 2 bilhões em créditos tributários de bebidas frias que o Assaí está monetizando.
O cronograma de pagamentos escalonado protege o fluxo de caixa do curto prazo e ajuda a sustentar as vendas em um ambiente de juros altos e concorrência acirrada.
Para a XP, o valor da transação é razoável e o negócio ajuda no fluxo de clientes e no indicador de vendas mesmas lojas (SSS).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.