Potências do BRICS aceleram criação de novos corredores comerciais estratégicos e ampliam cooperação
Com economias distribuídas pela América do Sul, Ásia, Oriente Médio e África, o bloco de cooperação intergovernamental BRICS tem expandido suas rotas comerciais diretas e iniciativas de conectividade digital.
Em 2025, durante a reunião ministerial de Transportes realizada em Brasília, o bloco estabeleceu como prioridade de investimentos seis áreas prioritárias: a infraestrutura de transporte sustentável e resiliente, a descarbonização de portos e do transporte marítimo, o uso de combustíveis sustentáveis de aviação e o aumento da conectividade aérea como parte da Aliança Internacional de Logística do BRICS.
A iniciativa reúne representantes dos setores público e privado em uma plataforma dedicada a ampliar relações comerciais e criar cadeias de suprimentos, importantes porque os países do bloco enfrentam ameaças de eventos climáticos extremos.
Além disso, segundo o Observer Research Foundation (ORF), um dos problemas centrais para o comércio entre os países, muito distantes geograficamente, é o acesso a matérias-primas estratégicas e plataformas logísticas compartilhadas.
Um dos projetos mais relevantes nesse contexto é a criação do Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul (INSTC), que estabelece uma ligação multimodal entre o norte da Eurásia e o Oceano Índico, conectando a Rússia à Índia por meio do Irã e do Azerbaijão, com ramificações para países da Ásia Central.
A ideia é oferecer uma alternativa às rotas tradicionais que levam mercadorias entre a Rússia e a Índia por longos trajetos marítimos e oferecer uma integração entre diferentes modais, inclusive o rodoviário.
Rota do Corredor de Transporte Norte-Sul via Índia, Irã, Azerbaijão e Rússia.
Créditos: CIA Maps Em uma das configurações do corredor, cargas podem partir de portos russos no Mar Cáspio, atravessar o território iraniano e chegar ao porto de Bandar Abbas, no Golfo Pérsico, ou utilizar outras conexões iranianas até o Oceano Índico.
A Índia também relaciona o projeto ao desenvolvimento do porto de Chabahar, no sudeste do Irã, e considera a instalação uma porta de entrada para mercados da Ásia Central e da Eurásia.
A dimensão estratégica do corredor aumentou depois da invasão russa da Ucrânia, em 2022, quando sanções e restrições comerciais reduziram parte das conexões tradicionais entre a Rússia e os mercados europeus.
Rússia e Irã avançaram no projeto, e Moscou se comprometeu a financiar parte da construção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.