Fundador “conta” que é Jozé “com Z” e corrige data de nascimento da Capital
Fundador de Campo Grande, Jozé Antônio Pereira (calma, você não leu errado, a grafia é com Z mesmo), ganhou vida em texto de Edson Contar, seu bisneto, e vem do passado para nos dizer sobre seu nome, de histórias da então “parochia” elevada à vila e até pedir uma reforminha no seu museu, que anda a precisar de reparos.
Edson é jornalista, turismólogo, poeta, compositor e roteirista.
O primeiro alerta defendido no artigo de Edson é sobre o que de fato representa a data de 26 de agosto de 1889, no longínquo 11º ano da República do Brasil.
“Antes que comecem pipocar manchetes dizendo dos 127 anos de ‘fundação’, lembro aos mais desavisados que serão 127 anos de Emancipação Político-administrativa de Campo Grande, pois de fundação já passaram os 154 anos”.
Na crônica, é o “bisa” de Edson Contar quem conta a história.
“Meu nome verdadeiro é Jozé (com Z mesmo), embora os historiadores teimem em me chamar de José.
Não se dão ao trabalho de pesquisar nem mesmo no cartório, onde tem minha assinatura como Juiz de Paz, nos primeiros livros de casamentos.
Tanto fizeram que acabei virando José.
Só não gosto quando insistem, ao festejar o 26 de agosto, como sendo aniversário da ‘fundação’, ignorando que a data marca apenas a elevação da paróquia à condição de município, ocorrido na citada data, no ano de 1899, portanto, vinte e sete anos depois da fundação”.
Neste capítulo, surge um documento histórico: a Resolução 225, de 26 de Agosto de 1899, registrada no Palácio do Governo em Cuiabá (capital de Mato Grosso uno).
A paróquia de Campo Grande, grafada como parochia há 127 anos, foi elevada à categoria de vila.
O coronel Antônio Pedro Alves de Barros, presidente do Estado de Mato Grosso “fez saber” que a Assembleia decretou e ele sancionou a elevação de Campo Grande para vila, se tornando um município na comarca de Nioaque.
O nascimento em 1872 – “Fundei um arraial, quando aqui cheguei no dia 21 de junho de 1872, em companhia do meu filho Antônio Luiz e os camaradas João e Manoel Ribeira, além de Luiz Pinto, contratado pra nos guiar nestes sertões da província de Mato Grosso.
Vim de Monte Alegre MG, onde residi por muitos anos, até minha vinda para o sertão.
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