Absinto: a história e os mitos por trás da bebida mais polêmica de todas
No dia 28 de agosto de 1905, uma segunda-feira, Jean Lanfray, um camponês francês que vivia em Commugny, na Suíça, chegou em casa completamente bêbado e discutiu com a esposa porque ela se recusara a encerar seus sapatos.
Lanfray retirou um velho rifle do armário e disparou contra a cabeça da mulher, que morreu na hora.
Em seguida, matou as filhas de 4 e 2 anos do casal.
Caminhou até o jardim com o corpo da caçula e deu um tiro na própria mandíbula.
Quando acordou, por algum pequeno, injusto e estranho milagre, Lanfray estava no hospital.
Foi julgado por homicídio múltiplo, acabou condenado e, apenas três dias depois, em 26 de fevereiro de 1906, improvisou uma forca e se matou na prisão.
O episódio atraiu a atenção da imprensa internacional não apenas por sua natureza, um familicídio descarado, mas por causa do estado mental do assassino.
Os promotores alegaram que Lanfray tinha cometido o crime em um caso clássico de loucura de absinto.
Um abaixo-assinado mobilizou a sociedade suíça e, em menos de três meses, a bebida foi banida na região.
Em 1910, o banimento virou lei nacional.
Eventos semelhantes de violência doméstica levaram à proibição do absinto em outros países da Europa e também nos EUA.
Continua após a publicidade Não importava que Lanfray estivesse completamente bêbado devido ao consumo de diversos tipos de bebidas alcoólicas (ele ingeriu sete taças de vinho e seis doses de conhaque, além de outros pileques).
O problema eram as duas doses de absinto.
Mas a demonização da bebida não começou aí.
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