João Campos confia em Lula e na tradição familiar para superar seu maior desafio eleitoral
João Campos (PSB) deixou a Prefeitura do Recife em maio deste ano e se apresentou para a disputa ao governo de Pernambuco como um dos principais nomes da nova geração da centro-esquerda, um provável sucessor do presidente Lula (PT) em um futuro não muito distante.
Líder isolado nas pesquisas naquela altura, o projeto estava traçado: se tornar governador e, assim, se cacifar para a sucessão do petista em 2030.
No meio do caminho, porém, havia uma pedra chamada Raquel Lyra (PSD).
Em alguns dos mais recentes levantamentos, Campos foi superado por Raquel, que concorre à reeleição.
Segundo a Genial/Quaest divulgada na última terça-feira (8/9), ela tem 43% contra 37% do ex-prefeito.
Já conforme a pesquisa Datafolha de sexta-feira (12/9), a governadora tem 47%, enquanto ele pontua com 42%.
A disputa muito acirrada impregnou a campanha de acusações vindas de ambos os lados.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas Assim, após uma série de eleições relativamente tranquilas para o Legislativo e o Executivo municipal, o desafio que agora se coloca para o herdeiro político de um dos mais importantes clãs do Nordeste é grande.
Aos 32 anos, João Henrique Campos terá de resgatar toda sua tradição familiar e confiar na força de Lula para vencer Raquel Lira.
Família “Eu vou fazer o que o meu pai não pôde.
O que ele não teve a oportunidade.
Chegar onde ele não conseguiu”, disse João Campos ao oficializar candidatura ao governo de Pernambuco.
O ex-prefeito do Recife é filho de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, e Renata Campos.
Eduardo morreu em 2014 durante a campanha presidencial.
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