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Trump anuncia medida contra monopólio da carne após críticas a empresas brasileiras

UOL Notícias ·
Trump anuncia medida contra monopólio da carne após críticas a empresas brasileiras

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O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou nesta sexta-feira (28) que prepara medidas para permitir que agricultores e pecuaristas processem a própria produção, em uma nova ofensiva contra a concentração do setor de carnes no país —setor que tem entre seus principais atores duas empresas de origem brasileira.

"Há, essencialmente, quatro delas, um número nada competitivo, e elas tornam horrível a vida dos nossos maravilhosos agricultores e pecuaristas", escreveu Trump nesta sexta-feira, sem citar nominalmente as companhias.

O movimento também ocorre na esteira da disparada dos preços de proteínas de origem animal nos Estados Unidos e da redução do rebanho. Um quilo de carne moída chegou a US$ 6,759 (R$ 35,10) em janeiro deste ano, de acordo com o Federal Reserve Economic Data, um aumento de 18% em comparação com o ano passado.

Em números oficiais, a inflação da carne foi de 9,4% nos 12 meses encerrados em julho, segundo o índice de preços ao consumidor divulgado pelo Departamento do Trabalho.

As quatro maiores processadoras de carne bovina nos Estados Unidos são JBS , Tyson Foods, Cargill e National Beef e, juntas, controlam cerca de 85% do mercado. Duas têm ligação com o Brasil: a JBS tem origem brasileira, enquanto a National Beef é controlada pela MBRF. A reportagem procurou ambas as empresas por meio da assessoria de imprensa por volta das 19h, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Trump afirmou que parte significativa da propriedade das grandes processadoras está fora dos Estados Unidos e disse ter autorizado a preparação de documentos jurídicos para que produtores tenham "o direito de processar seus próprios alimentos". O presidente não detalhou quais regras pretende alterar.

A iniciativa dá continuidade a uma discussão iniciada publicamente nesta semana durante uma entrevista de Trump ao apresentador conservador Glenn Beck. Dono de um rancho, Beck disse ao presidente que as regras federais dificultavam que pecuaristas processassem os próprios animais e que isso os tornava dependentes das grandes companhias.

Trump respondeu que analisaria se havia regulamentação excessiva no setor.

A legislação impede que pecuaristas comercializem carne de animais abatidos e processados por eles próprios sem inspeção federal, embora existam exceções. A fiscalização é realizada pelo Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura.

A possibilidade de flexibilizar essas regras já provocou reação de representantes do setor. O Meat Institute, que representa empresas processadoras, afirmou que permitir a comercialização de carne sem inspeção pode colocar em risco a segurança alimentar. Já a National Cattlemen’s Beef Association, representante de pecuaristas, afirmou apoiar a redução de regulamentações e a criação de oportunidades para pequenos processadores, mas defendeu a manutenção dos padrões de inspeção.

A ofensiva da Casa Branca contra as grandes processadoras ganhou força neste mês.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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