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Como Facebook e TikTok ‘ajudam’ facções a recrutar nova geração do crime na Colômbia

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Como Facebook e TikTok ‘ajudam’ facções a recrutar nova geração do crime na Colômbia

A ONG Human Rights Watch ( HRW ) denunciou nesta segunda-feira, 24, que as redes sociais Facebook e TikTok têm facilitado o recrutamento de grupos armados na Colômbia não apenas por permitirem a circulação de conteúdos publicados para atrair crianças e adolescentes, mas também por que os algoritmos “ parecem promover” a disseminação dessas mensagens.

Uma investigação da HRW apontou que, nos últimos anos, a divulgação de posts que “glorificam” o crime e promovem “ofertas de trabalho enganosas” nas redes sociais “contribuiu para o aumento drástico do recrutamento infantil”.

Os grupos utilizam as plataformas para divulgar conteúdos que glamourizam a vida dentro das organizações armadas, além de publicar supostas oportunidades de emprego.

A HRW encontrou imagens de integrantes exibindo dinheiro e joias, além de vídeos gravados em acampamentos e conteúdos acompanhados por “ narcocorridos “, gênero musical frequentemente associado à exaltação de facções criminosas.

Em algumas publicações, usuários chegam a perguntar como poderiam ingressar em grupos como a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) e o cartel Clan del Golfo.

Continua após a publicidade A HRW afirmou ter comunicado a Meta, controladora do Facebook, e a ByteDance, proprietária do TikTok, sobre os conteúdos identificados.

Segundo a organização, as duas empresas informaram que retiraram do ar as publicações relacionadas aos grupos armados que foram denunciadas.

Menores recrutados Pelo menos 1.500 menores de idade foram recrutados por grupos armados na Colômbia desde 2021, segundo o relatório da HRW Continua após a publicidade .

Dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que rejeitaram o acordo que desmontou a guerrilha em 2016, respondem por 74% dos casos.

As crianças são empregadas principalmente em atividades de combate, coleta de informações e operação de drones.

A investigação também aponta que as comunidades indígenas estão entre as mais afetadas: quase metade dos menores recrutados pertence a esses grupos.

As meninas representam cerca de 40% dos casos e enfrentam ainda o risco de violência sexual.

Ofensiva contra o crime O presidente colombiano Abelardo de la Espriella , que assumiu o cargo há menos de um mês, reverteu a política de “paz total” do ex-mandatário esquerdista Gustavo Petro e adotou uma estratégia militarista contra as organizações criminosas do país.

Continua após a publicidade Na semana passada, a Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos ligados ao narcotráfico.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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