'Ainda há trabalho a ser feito' para selar um acordo comercial com os EUA, diz ministro canadense
O ministro canadense Dominic LeBlanc , encarregado de negociar um acordo comercial com os Estados Unidos para evitar a entrada em vigor de novas tarifas punitivas, afirmou nesta sexta-feira, 21, que "ainda há trabalho a ser feito", a poucas horas do término do prazo estabelecido por Donald Trump .
"Ainda temos trabalho a fazer. Nosso trabalho não acabou. Vamos continuar trabalhando até o último minuto", declarou LeBlanc à imprensa ao sair do escritório do representante da Casa Branca para o Comércio, Jamieson Greer .
Negociadores canadenses e americanos retomaram as negociações nesta sexta-feira, em Washington, à medida que se aproximava o prazo para a conclusão de um acordo comercial, à meia-noite.
Os detalhes das negociações, que o presidente Trump havia elogiado no início desta semana como bem-sucedidas e descrito como um "bom acordo", não estavam claros. As discussões, no entanto, concentraram-se em uma série de questões que compõem o quadro mais amplo de divergências comerciais entre os dois países.
As negociações foram desencadeadas pela ameaça feita por Trump, em julho, de impor novas tarifas sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, além das pesadas tarifas já em vigor sobre importantes setores do Canadá, como aço, madeira e automóveis.
Isso ocorreu em um contexto no qual o governo Trump se recusou a renovar, no longo prazo, o Acordo de Livre Comércio entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA), submetendo-o a revisões anuais e gerando instabilidade na pedra angular do comércio norte-americano.
O prazo original para as novas tarifas havia sido estabelecido para o início desta semana, mas Trump o prorrogou até a meia-noite desta sexta-feira, o que significa que as tarifas entrariam em vigor 00h01 de sábado , 22.
Do lado canadense, as concessões já começavam a tomar forma, evidenciando a situação delicada em que se encontra o primeiro-ministro Mark Carney .
Em uma teleconferência com os líderes provinciais do Canadá na tarde de quarta-feira, 19, Carney pediu que eles restabelecessem a venda de bebidas alcoólicas dos Estados Unidos. A maioria dos governadores havia proibido a comercialização no ano passado, em retaliação às tarifas impostas pelos EUA a setores-chave da economia canadense, e a questão havia se tornado um ponto delicado para o governo Trump.
Wab Kinew, governador de Manitoba, disse aos repórteres na quinta-feira, 20, que respeitava o pedido de Carney, mas fez um apelo aos canadenses: "Se vir bebidas alcoólicas americanas nas prateleiras, deixe-as lá".
"Será que precisamos sair por aí dizendo que este é o melhor acordo de todos os tempos? Será que precisamos fazer torcida? Será que precisamos alimentar o ego de Donald Trump? Não, não acho que precisemos", disse Kinew sobre o acordo que está sendo negociado.
Outra aparente concessão do Canadá seria a retirada das tarifas retaliatórias sobre carros norte-americanos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.