Cicatrização de feridas no diabetes é desafio para o paciente e a ciência
Quem convive com diabetes sabe o quão preocupante e frequente pode ser o aparecimento de feridas de difícil cicatrização, especialmente nos pés.
Os mecanismos que levam à formação desses machucados são múltiplos e, por isso, a ciência busca novos meios de ajudar quem convive com essa doença metabólica.
O problema começa antes mesmo do aparecimento das úlceras.
Quando o diabetes não é controlado a longo prazo, a hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) somada ao estresse oxidativo e outras alterações metabólicas, leva a inflamações nos vasos sanguíneos.
Esse processo acelera a formação de placas de gordura, o que contribui para a obstrução das artérias e os problemas de saúde decorrentes disso, incluindo o risco de infarto.
“Esse conjunto de alterações pode reduzir a chegada de sangue e nutrientes aos tecidos, fundamentais para o processo de cicatrização quando surge alguma ferida” , explica a endocrinologista Geísa Maria Campos de Macedo, coordenadora do departamento de Neuropatias e Complicações nos Pés da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes).
A doença também interfere na resposta imunológica, ao prejudicar a atuação das células responsáveis pela defesa contra infecções.
“Essas células passam a atuar de forma mais lenta, e alterações inflamatórias e o estresse oxidativo reduzem a capacidade de defesa do organismo” , detalha Macedo.
“A situação pode ficar ainda mais grave quando existem complicações como a neuropatia diabética.” A neuropatia diabética ocorre quando a doença descontrolada compromete o funcionamento dos nervos.
É mais comum que afete os nervos periféricos dos pés, o que explica por que a formação das feridas não cicatrizáveis ocorre frequentemente nesses membros.
Muitas vezes, a pessoa sequer percebe que há algo de errado, pois os pés ficam insensíveis.
Em casos avançados, pode ser necessário amputar um membro.
Um curativo pode ser a resposta Os cuidados para evitar a necrose na úlcera devem ser constantes e podem levar meses até que se alcance a recuperação completa.
Yunes Natal Menezes Coelho, 21 anos, estudante de Engenharia Biomédica no Ensino Einstein, conhece bem essa preocupação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.