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Política

Nova combinação de remédios visa simplificar tratamento do HIV

Poder360 ·

Cientistas desenvolveram uma combinação de remédios que pode manter o vírus do HIV indetectável com apenas uma dose semanal, simplificando o uso atual, que é diário.

Depois de um acompanhamento de 48 semanas, as pessoas que vivem com o vírus que se tratavam com o coquetel semanal tiveram controle do HIV semelhante ao observado com o tratamento-padrão.

A pesquisa que associou o lenacapavir e o islatravir foi realizada com 607 voluntários em 12 países.

Publicado em agosto no New England Journal of Medicine , o estudo apresentou resultados que permitem que a combinação seja submetida à avaliação das autoridades sanitárias para eventual aprovação de uso geral.

O desenvolvimento dessa nova terapia acompanha uma tendência de substituição de esquemas que começou nos anos 1990, com vários comprimidos, popularmente conhecidos como coquetel, por opções cada vez mais simples de terapias.

No estudo, a combinação semanal de lenacapavir e islatravir como terapia de manutenção apresentou eficácia semelhante à do comprimido único tomado diariamente, um dos tratamentos mais modernos do HIV.

A dose que junta bictegravir, emtricitabina e tenofovir alafenamida (BIC/FTC/TA) começou a ser distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em agosto deste ano e já trazia como vantagem que todos os remédios estivessem concentrados em apenas uma pílula.

Tanto o lenacapavir, quanto o islatravir são antirretrovirais, mas atuam de formas diferentes no organismo.

Por um lado, o islatravir bloqueia a replicação do HIV ao interferir no método em que ele consegue usar o material das células humanas para se reproduzir.

Já o lenacapavir atua em uma etapa anterior, interferindo na estrutura que protege o material genético do vírus, o capsídeo.

“Os dois medicamentos atuam em ciclos diferentes da replicação do vírus HIV.

Nesse caso, como há o bloqueio de diferentes mecanismos, estas medicações se complementam, aumentando a potência da terapia e reduzindo o risco de desenvolvimento da resistência viral” , explica a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Einstein Hospital Israelita e coordenadora médica do SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) do Hospital Ipiranga, gerido pelo Einstein.

No caso do lenacapavir, o medicamento já possui registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usado no tratamento de HIV resistente e está em estudo no Brasil para ser usado como uma PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) injetável que impediria infecções durante seis meses.

Já o islatravir ainda não está disponível para uso rotineiro no país, mas estudos recentes têm apontado sua eficácia, incluindo em combinações com outros remédios antirretrovirais, como a doravirina, como revelou um estudo na The Lancet , publicado em fevereiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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