BC reduz projeção para o PIB diante da desaceleração da atividade econômica
O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto ( PIB ) em 2026, diante de uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica, mostra o relatório de política monetária divulgado nesta quinta-feira, 24.
A revisão considera o desempenho menos favorável da economia no segundo trimestre e os primeiros indicadores do terceiro trimestre, que apontam para um ritmo mais fraco.
Para 2027, a estimativa é de crescimento de 1,4%.
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, após expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano.
Segundo o BC, houve desaceleração dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico e queda do consumo das famílias.
A avaliação da autoridade monetária é de que a perda de dinamismo, iniciada no fim de 2024 com o ciclo de aperto monetário, deve continuar no terceiro trimestre.
O cenário externo também adiciona incerteza às perspectivas para a economia brasileira.
O BC afirma que permanecem indefinidas a evolução dos conflitos armados no Oriente Médio e as próximas decisões de política monetária em algumas economias avançadas.
Para a autoridade monetária, esse ambiente aumenta a volatilidade dos preços de ativos e commodities e exige cautela das economias emergentes.
Apesar da desaceleração da atividade, o mercado de trabalho continua aquecido.
A taxa de desocupação permanece em nível historicamente baixo, enquanto a geração de empregos com carteira assinada segue positiva, embora tenha perdido força.
Continua após a publicidade A inflação, por sua vez, continua acima da meta, apesar da redução recente. o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses passou de 4,72% em maio para 4,22% em agosto.
A inflação de serviços permanece elevada, em um cenário de mercado de trabalho aquecido e hiato do produto positivo.
As expectativas de inflação seguem desancoradas.
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