Licitação do transporte: após leilão anulado, prefeito de Campinas prevê 'ir à bolsa de valores' novamente ainda em 2026
Licitação do transporte: após leilão anulado, prefeito de Campinas prevê 'ir à bolsa de valores' ainda em 2026 Após o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) anular nesta quarta-feira (19) o leilão do transporte público coletivo de Campinas (SP), o prefeito Dário Saadi (Republicanos) prevê "ir à bolsa de valores", para realizar um novo leilão, ainda em 2026.
A declaração foi dada ao g1 nesta quinta-feira (20) durante evento para anúncio de um data center na cidade.
Ainda na avaliação do chefe do Executivo, embora "jamais tenha gostado da interrupção", o "pior seria se o processo todo fosse invalidado".
"O edital foi considerado extremamente correto e o procedimento do leilão teve uma questão de prazo. (...) Então, foi uma questão que, acredito, técnica, que avalio que era desnecessária para suspender o edital.
Mas não tem problema, nós preservamos quase 90% do edital", disse Dário.
"Nós vamos repetir o leilão, já estamos em contato com a bolsa de valores, vamos fazer uma atualização da planilha orçamentária, abrir prazo para as empresas e fazer um novo leilão.
Eu acredito que seja até o final do ano, que a gente consiga ir de novo na bolsa de valores", completou.
Em nota, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) endossou que já trabalha na preparação dos procedimentos necessários para a realização do novo certame.
A Comissão de Licitação também fará uma nova pesquisa de preços para atualização dos valores.
"A Prefeitura adotará as providências necessárias para cumprir integralmente a decisão do TCE e trabalha para que o novo processo seja publicado ainda em 2026", finalizou.
Dário Saadi durante evento nesta quinta-feira (20) Rogério Capela/Prefeitura de Campinas Assim, a decisão, que está aberta a pedido de reconsideração em até 15 dias úteis, não anula o edital em si, mas, sim, atos que ocorreram após a publicação dele, incluindo o leilão.
Na prática, isso significa que o resultado que havia declarado os vencedores deixa de valer.
A anulação não tem efeito direto sobre o contrato atual do sistema de transporte.
Uma decisão judicial obtida pela Prefeitura permite a manutenção do contrato emergencial por até dois anos, enquanto se realiza a licitação, que deverá ser aberta para toda e qualquer empresa interessada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.