PF atua livre de “viés político” e sem “proteger ou perseguir”, diz Andrei
As falas vêm num momento de tensão institucional entre a cúpula da corporação e o gabinete do ministro André Mendonça
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O diretor-geral da Polícia Federal ( PF ), Andrei Rodrigues , afirmou nesta sexta-feira, 28, que a corporação atua “ livre de qualquer viés político “ e “ sem proteger ou perseguir “ pessoas. As declarações foram feitas durante a formatura de novos agentes da Polícia Federal , em Brasília.
“Temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis. Pela responsabilidade institucional e compromisso com a Justiça e a sociedade brasileira. Tenho total tranquilidade em afirmar sem rodeios que, nessa gestão, trabalhamos com transparência e foco na missão constitucional, sem proteger ou perseguir” , disse.
“Com uma atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado. Nunca se esqueçam, caros colegas, que a atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés politico, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha “ .
As falas vêm num momento de tensão institucional entre a cúpula da corporação e o gabinete do ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), por discordâncias na condução de inquéritos.
Mendonça determinou que a PF encaminhe todos os documentos brutos das investigações sobre o escândalo no INSS. No mês passado, o magistrado já havia ordenado que qualquer alteração na equipe responsável pelo caso dependesse de sua autorização prévia.
A crise se agravou após a PF pedir a abertura de um inquérito para apurar a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes. Com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o caso foi distribuído a Mendonça, relator da investigação principal sobre as fraudes no INSS.
No início deste mês, os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota conjunta em que afirmam ter confiança na direção da corporação e estarem comprometidos com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, além da preservação de uma PF “ forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional “ .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.