Fechadura eletrônica que lê a palma da mão é segura? Testamos a Intelbras MFR2040
A principal promessa da Intelbras MFR2040 é substituir chaves e até impressões digitais por algo mais difícil de copiar: o padrão das veias da palma da mão . Durante nossos testes, colocamos esse sistema à prova para entender se ele é realmente seguro, rápido e confiável no uso diário.
A fechadura também oferece desbloqueio por senha e tags, mas foi justamente o reconhecimento da palma que mais chamou atenção. Testei o aparelho no modo standalone, sem integração com aplicativo, e todos os métodos disponíveis diretamente na fechadura responderam com agilidade.
Ao contrário de um sensor de impressão digital, a MFR2040 analisa o padrão das veias da palma da mão . Portanto, não é necessário encostar no leitor. Basta posicionar a mão diante da fechadura.
Segundo o manual, a distância recomendada fica entre 10 e 15 centímetros . Isso também se confirmou na prática. Quando aproximei demais a mão, a leitura não funcionou, mas bastou respeitar esse espaço para que o desbloqueio acontecesse quase sempre em uma fração de segundo .
A precisão também chamou atenção. Pedi para que outras pessoas tentassem abrir a porta, mas nenhuma delas conseguiu . Também testei com minha mão esquerda, que não estava cadastrada, e a fechadura recusou o acesso, mesmo que a mão pertencesse à mesma pessoa.
Com a palma correta, o reconhecimento funcionou até com a mão molhada . Também não houve dificuldade quando a posicionei um pouco de lado. A leitura só falhou quando deixei a mão de ponta-cabeça ou muito virada.
Isso dá uma margem suficiente para usar o recurso de forma natural, sem comprometer a segurança. A fechadura não exige uma posição perfeitamente reta, mas também não aceita qualquer orientação da mão .
A MFR2040 permite cadastrar até 50 palmas diferentes , o que deve atender com folga uma família grande ou até ambientes com vários usuários autorizados.
O kit também inclui tags para desbloqueio em dois formatos . Uma delas funciona como chaveiro, enquanto a outra traz fita 3M e pode ser colada em uma carteira ou cartão.
Nos dois casos, a abertura da porta foi praticamente imediata. Minha única ressalva está no tamanho do leitor , que ocupa uma área pequena do teclado. É necessário encostar a tag exatamente sobre o ícone correspondente.
Com o chaveiro, isso não chega a incomodar. Como a tag já está na mão, é fácil direcioná-la para o local correto e abrir a porta.
A experiência fica um pouco menos prática com a tag adesiva . Nos meus testes, ela não funcionou quando ficou dentro da carteira. Foi necessário colá-la do lado de fora e aproximar exatamente a região da tag do leitor.
Portanto, ela pode transformar a carteira em uma espécie de chave, mas não basta aproximá-la de qualquer forma. É necessário alinhar a parte correta com o pequeno sensor da fechadura.
A MFR2040 também conta com alarme antiviolação , que dispara após algumas tentativas incorretas de desbloqueio. O recurso ajuda a chamar atenção caso alguém tente abrir a porta repetidas vezes com uma tag, senha ou palma não cadastrada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.