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E-book ou audiobook: qual ajuda mais na concentração?

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E-book ou audiobook: qual ajuda mais na concentração?

Os livros ganharam novos formatos nos últimos anos, e a praticidade de carregar uma biblioteca no bolso ou ouvir um livro durante outras atividades fez essas opções conquistarem cada vez mais espaço. Tanto o e-book quanto o audiobook permitem consumir o mesmo conteúdo, mas o cérebro processa cada experiência de maneira diferente, principalmente nos primeiros momentos. Quando o assunto é concentração, será que existe um formato mais eficiente?

Segundo Rafael Iglesias Menezes da Silva, psicólogo, doutor em Psicologia e professor de Neurociência no curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), não existe um vencedor absoluto. A escolha depende do tipo de conteúdo, do ambiente e até das características individuais de cada pessoa.

A principal diferença entre os formatos está na porta de entrada da informação no cérebro . Enquanto a leitura ativa inicialmente áreas visuais responsáveis pelo reconhecimento de letras e palavras, os audiobooks estimulam primeiro as regiões auditivas e ligadas à compreensão da fala. Conforme explica Rafael:

Segundo o especialista, apesar desse início diferente, os caminhos acabam convergindo. Depois que a informação é recebida, boa parte do processo de interpretação e construção de significado ocorre nas mesmas redes cerebrais.

Ele também destaca que livros físicos oferecem uma vantagem adicional graças à experiência tátil. O ato de virar páginas e lembrar onde determinado trecho estava localizado pode ajudar na organização das informações e na memória, algo que tende a ser menos presente em formatos digitais.

De acordo com Rafael, estudos apontam que leitura e escuta costumam apresentar resultados semelhantes quando o objetivo é compreender histórias mais lineares, como romances e biografias. No entanto, quando o texto exige análise, reflexão ou recuperação de detalhes, a leitura costuma levar vantagem.

Por isso, segundo o professor, e-books costumam funcionar melhor para textos acadêmicos , filosóficos e conteúdos mais densos. Já os audiobooks são uma excelente alternativa para narrativas mais leves .

Outro fator importante é o dispositivo utilizado. Um e-reader dedicado, sem notificações constantes, tende a favorecer a concentração muito mais do que um celular cheio de interrupções.

Não existe um formato ideal para todos os leitores. Segundo Rafael, fatores como idade, experiência, saúde e rotina influenciam diretamente na escolha.

Crianças que ainda estão aprendendo a ler, por exemplo, podem compreender melhor uma história narrada em áudio, embora isso não substitua a prática necessária para desenvolver a leitura.

O especialista ainda destaca que fatores emocionais também entram nessa equação: "A ansiedade interfere porque preocupações e pensamentos recorrentes ocupam parte dos recursos necessários para acompanhar o conteúdo", explica.

Jornadas longas de trabalho, excesso de tarefas e interrupções frequentes costumam impactar mais a concentração do que o próprio formato escolhido.

Muita gente aproveita o tempo no trânsito, durante caminhadas ou enquanto faz tarefas domésticas para ouvir um audiobook.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.

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