Chips de IA estão ficando quentes demais para o ar, e refrigeração líquida avança em 2026
Os servidores de inteligência artificial estão produzindo tanto calor que a refrigeração líquida deixou de ser uma solução restrita aos sistemas mais extremos.
A TrendForce projeta que 53% dos chips de IA utilizarão esse tipo de refrigeração em 2026, impulsionados principalmente pelo aumento do consumo de GPUs e outros aceleradores.
O número é uma projeção para o ano, e não uma participação já confirmada.
Ainda assim, mostra a velocidade da mudança: entre os chips de IA de alto desempenho, a consultoria estima que a penetração da refrigeração líquida salte de 41% em 2025 para 65% ao longo de 2026.
Chips de IA acima de 1 kW tornam o calor um problema maior A mudança tem uma explicação física.
Alguns dos chips mais avançados de NVIDIA, AMD e Google já ultrapassam 1 kW de potência térmica, enquanto racks completos destinados à IA podem concentrar centenas de quilowatts.
Retirar todo esse calor usando somente grandes volumes de ar fica mais complicado conforme aumenta a densidade dos equipamentos.
É nesse ponto que sistemas capazes de levar líquido refrigerante diretamente aos componentes passam de alternativa para parte importante do projeto do servidor.
O avanço acontece ao mesmo tempo em que cresce a própria infraestrutura de IA.
Para 2026, a TrendForce estima aproximadamente 2,8 milhões de servidores de IA enviados, aumento de 30,5% sobre o ano anterior.
A consultoria também projeta que a receita mundial com servidores ultrapasse US$ 624 bilhões neste ano, com os modelos destinados à inteligência artificial respondendo por mais de 74% desse total.
Refrigeração líquida começa a alcançar outros componentes do servidor O líquido também não precisa ficar restrito à CPU e à GPU.
Com o aumento da potência por rack, placas de rede, componentes responsáveis pela alimentação e outras peças podem entrar no circuito de refrigeração.
A plataforma NVIDIA Vera Rubin é um exemplo dessa tendência.
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