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O que os médicos querem que você saiba sobre o rastreamento do câncer do colo do útero

Folha · Equilíbrio e Saúde ·
O que os médicos querem que você saiba sobre o rastreamento do câncer do colo do útero

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Os últimos dois anos foram marcantes para o rastreamento do câncer do colo do útero. Surgiram novas opções de exames, e as recomendações mudaram. Os médicos esperam que essas mudanças ajudem a reduzir os casos desse câncer, que continua sendo uma causa persistente de mortes evitáveis .

O câncer do colo do útero pode ser prevenido por meio de exames que detectam células pré-cancerígenas e, melhor ainda, por vacinas contra o papilomavírus humano, ou HPV, responsável pela maioria das alterações celulares.

Ainda assim, a doença causou 7.249 mortes no Brasil em 2025, o equivalente a quase 20 óbitos por dia, segundo o Ministério da Saúde . A doença também deve registrar aumento no número de novos casos: o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 19,3 mil diagnósticos anuais no triênio 2026-2028, ante 17 mil previstos por ano para 2023-2025.

No mundo, o câncer do colo do útero é responsável por 348 mil óbitos por ano, sendo a quarta causa mais frequente de morte por câncer em mulheres, segundo dados de 2022 da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês).

Barreiras antigas, entre elas as desigualdades no acesso aos serviços de saúde , contribuem para esse cenário, afirma Kathy MacLaughlin, professora associada de medicina de família da Mayo Clinic. Algumas pacientes, incluindo muitas sobreviventes de violência sexual, consideram os exames pélvicos intoleráveis e talvez não saibam que existem alternativas.

O exame padrão para o rastreamento do câncer do colo do útero era o Papanicolau, no qual células são coletadas do colo do útero por raspagem e examinadas em busca de câncer ou alterações pré-cancerosas. Embora as técnicas laboratoriais tenham evoluído, esse mesmo exame, tecnicamente chamado de citologia cervical, ainda é comum.

Ao longo das décadas, porém, os avanços no conhecimento sobre a relação entre o câncer do colo do útero e o HPV abriram uma nova possibilidade. Nem todas as pessoas com HPV desenvolverão câncer, mas quase todas aquelas com câncer do colo do útero tiveram antes uma infecção persistente pelo vírus. Por isso, o teste para HPV pode identificar o risco mais cedo.

Enquanto as amostras para citologia precisam ser coletadas por profissionais de saúde, as amostras para o teste de HPV podem ser coletadas do colo do útero por profissionais ou da vagina pelas próprias pacientes. No Brasil, o Inca aponta a autocoleta como uma estratégia que pode ampliar o acesso ao rastreamento, especialmente para mulheres que não realizam o exame convencional.

A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, aprovou instrumentos de autocoleta em 2024 para uso em consultórios médicos e, em 2025, para uso em casa. Estudos constataram que eles têm precisão comparável à dos testes coletados por profissionais.

Todas as pessoas sob risco de desenvolver câncer do colo do útero —mulheres e pessoas transgênero designadas como do sexo feminino ao nascer— devem fazer o rastreamento. A partir dos 30 anos, há amplo consenso de que o teste de HPV é a melhor opção.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.

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