“Tesouraço”: Flávio Bolsonaro, que empregou clã Queiroz e mãe e esposa de miliciano, promete cortar cargos comissionados
Se equilibrando entre crises sequenciais e atos flopados na campanha, Flávio Bolsonaro (PL) resolveu acenar à mídia liberal e à Faria Lima detalhando seu “tesouraço” – imagem figurativa copiada da “motosserra” de Javier Milei – em entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais, na manhã desta terça-feira (18) e, mais uma vez, contando mentiras sobre o governo Lula.
SAIBA MAIS: Plano de Flávio Bolsonaro copia proposta de Lula e imita “motosserra” de Milei com cortes na área social Flávio, que empregou Fabrício Queiroz, pivô das rachadinhas, familiares dele e mãe e ex-esposa do miliciano Adriano da Nóbrega, chefe do “Escritório do Crime”, disse que um dos alvos do tesouraço será justamente em cima dos funcionários da União sem concurso público.
“Olha, esse tesouraço, eu vou fazer com muita, com muita vontade, porque foi como o presidente Bolsonaro começou o seu governo.
Logo no início do governo do presidente Bolsonaro, ele cortou numa canetada só 20.000 cargos em comissão”, disse, soltando a primeira mentira.
Em março de 2019, Jair Bolsonaro realmente assinou o decreto 9.725, que extinguiria cerca de 21 mil cargos comissionados, funções de confiança e gratificações no Executivo federal.
A maior parte deles, no entanto, estava vagou ou consistia de gratificações internas.
O decreto foi anulado pelo Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) meses depois e Bolsonaro terminou seu primeiro ano de mandato com redução de apenas 2,9% no quadro de funcionários sem concurso público.
Em dezembro de 2018, no fim do governo de Michel Temer (MDB), o número de cargos e funções comissionadas era de 32.694 em todo o poder executivo.
No fim de novembro de 2019, o mesmo número era de 31.739, uma redução de apenas 2,9%.
Os dados são do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), do governo federal.
Ao final de seu mandato, Bolsonaro abriu mais de 10 mil vagas na União, a maioria sem concursos.
Mais mentiras Em seguida, Flávio Bolsonaro mente descaradamente distorcendo dados do governo Lula sobre o funcionalismo público.
“Você sabe quantos cargos em comissão o Lula já criou durante o seu governo? 22.000.
Os 20 mil que o Bolsonaro tinha cortado mais dois mil. nós vamos também meter um tesouraço nesses, nesses cargos em comissão”, mente.
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