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Centenas de peruanos são atraídos por falsas ofertas de trabalho na Rússia e acabam na guerra na Ucrânia

G1 Mundo ·
Centenas de peruanos são atraídos por falsas ofertas de trabalho na Rússia e acabam na guerra na Ucrânia

Cartazes homenageando soldados na ruas de Moscou (imagem ilustrativa).

AFP - ALEXANDER NEMENOV À primeira vista, a oferta era tentadora: empregos na Rússia como operário, agente de segurança ou cozinheiro, com remuneração entre US$ 4 mil e US$ 5 mil (entre R$ 20 mil e R$ 25 mil na cotação atual) e bônus que poderiam chegar a US$ 20 mil (mais de R$ 100 mil).

Para muitos jovens peruanos, a proposta representava a chance de mudar de vida.

No Peru, um trabalhador com menos de 25 anos ganha, em média, o equivalente a US$ 350 (R$ 1.800) por mês, segundo dados oficiais de 2024.

“Tudo foi feito pelo WhatsApp.

Não foi presencial, não foi oficial”, relata Maria Pachas, irmã de um peruano que foi para a Rússia, ao jornal El Comercio.

“Disseram-lhes para não contar que iam para lá, mas sim que viajavam a lazer”, acrescenta.

Foi assim que a Rússia recrutou centenas de peruanos para enviá-los à frente de guerra.

As denúncias das famílias desses jovens, presos na armadilha, mencionam intermediários que atuavam sob pseudônimos, como "Falcon" ou "Kraken", além de cidadãos mexicanos, colombianos e peruanos.

Documentos confiscados e dívidas acumuladas Uma vez no destino, veio a desilusão para quem caiu na armadilha.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.

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