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Economia

Em discurso na ONU, Lula falará sobre risco de interferência externa na eleição e defenderá soberania

Money Times ·

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva interromperá por 48 horas sua campanha eleitoral nesta semana para fazer o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas , em Nova York, nesta segunda-feira, mas mandará recados que irão falar diretamente à eleição brasileira.

Apesar de centrar seu discurso em temas internacionais, Lula também incluirá na sua fala a defesa da soberania do país e uma condenação às tentativas de interferência externa no pleito brasileiro, de acordo com um de seus assessores próximos.

Lula será seguido na tribuna da ONU pelo presidente norte-americano, Donald Trump , que no ano passado impôs tarifas a produtos brasileiros alegando ser uma resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O discurso, segundo essa fonte, não terá menções diretas a países ou autoridades, mas não deixará de abordar um dos temas que mais tem preocupado a campanha petista: uma possível intromissão norte-americana em favor do principal candidato de oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O recado será dado de forma “polida, mas firme”, afirmou a fonte.

Apesar de Trump não ter pessoalmente se manifestado sobre a eleição brasileira, o presidente norte-americano recebeu Flávio na Casa Branca, e alguns dos seus auxiliares foram menos discretos sobre a preferência pelo senador no pleito de outubro.

Houve tentativas de enviar representantes do Departamento de Estado para discutir as eleições brasileiras e ter encontros com o filho de Bolsonaro, além de declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contra Lula.

Apesar da preocupação com a interferência norte-americana, a campanha do petista aposta no relacionamento que Lula desenvolveu com Trump – iniciado em uma conversa casual de 30 segundos ao se cruzarem nos corredores da ONU no ano passado – para frear qualquer medida mais concreta.

“O relacionamento deles pode deixar mais difícil, ou mais constrangedor, para Trump se manifestar publicamente contra a reeleição do presidente ou contra o resultado, se Lula vencer”, disse a fonte.

Este ano, não houve negociação para que os dois presidentes tenham um encontro durante os dois dias que Lula ficará em Nova York, mas o Palácio do Planalto acredita que uma conversa rápida deve acontecer novamente.

Dessa vez, sem necessidade de uma negociação prévia, como aconteceu em 2025.

Segundo a fonte, no ano passado foi necessária uma consulta prévia dada à dificuldade de relação entre os dois governos.

Dois meses antes, Trump havia anunciado tarifas de 50% para os produtos brasileiros importados pelos EUA, usando como justificativa uma suposta perseguição a Bolsonaro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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