Talibã mantém 2,4 milhões de meninas fora da escola
Regime no Afeganistão segue como único no mundo a barrar formalmente estudantes do sexo feminino do ensino médio e superior
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Aproximadamente 2,4 milhões de adolescentes e jovens afegãs estão impedidas de cursar o ensino secundário no Afeganistão , segundo dados divulgados pela Unesco nesta terça-feira, 12.
O levantamento marca cinco anos da retomada do poder pelo Talibã , ocorrida em agosto de 2021, e mostra que a exclusão educacional cresceu 200 mil casos apenas no último ano.
Caso a proibição permaneça, a organização estima que o total de meninas fora da escola pode se aproximar de quatro milhões até 2030.
O bloqueio ao ensino não ocorreu de imediato. Após a retomada do território, em 2021, o grupo havia sinalizado à comunidade internaciona l que as mulheres poderiam seguir estudando.
A mudança veio em março de 2022, quando as escolas de nível secundário passaram a barrar meninas , e se intensificou em dezembro daquele ano, quando as universidades também foram fechadas para o público feminino .
O Talibã classificou as duas decisões como temporárias, mas ambas seguem em vigor. Segundo a Unesco, as restrições educacionais se somam a outras limitações impostas às mulheres , como proibições de frequentar parques, academias e salões de beleza, além de barreiras ao trabalho e à locomoção — conjunto que a ONU já classificou como “apartheid de gênero” .
Hoda Jaberian, coordenadora de programas da Unesco para educação em situações de emergência, descreveu o retrocesso em relação aos avanços obtidos nas duas décadas anteriores à volta do grupo ao poder: “O Afeganistão havia alcançado avanços realmente significativos na ampliação do acesso das meninas à educação. Mas, infelizmente, grande parte desse progresso agora foi completamente revertido” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.