Projeto no entorno do Masp vira alvo de inquérito do MP após críticas de moradores
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Moradores da região da avenida Paulista e imediações estão questionando os rumos do projeto de reurbanização no entorno do Masp , o Museu de Arte de São Paulo, agora na mira do Ministério Público de São Paulo. O órgão instaurou um inquérito para apurar suspeitas de irregularidades administrativas, ambientais e urbanísticas nas intervenções previstas.
As associações questionam se houve uma avaliação do interesse público e de alternativas antes de favorecer o projeto do museu de instalar um bulevar na rua Professor Otávio Mendes e na praça Rodrigo Lefèvre. Há a previsão de área para pedestres, com árvores, escadarias e espaços de permanência, além de estruturas para carga e descarga do museu e áreas de embarque e desembarque para aplicativos e ônibus fretados.
Procurado, o Masp disse que não se manifestará sobre o caso. Já a Prefeitura de São Paulo não respondeu até a publicação desta reportagem.
O embate jurídico está se dando principalmente pelo projeto não ter passado por um estudo de impacto e pela elevação da superfície na rua, em 80 centímetros, para a construção do túnel que conecta os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi , ainda não inaugurado. A alteração teria tornado o declive mais acentuado, o que impediria a devolução da via à circulação.
A rua está interditada desde novembro de 2024 e, em agosto do ano passado, o Masp apresentou à prefeitura uma manifestação de interesse social para requalificar e manter a via por 30 anos.
O MP recomendou a suspensão do chamamento e dos atos de implementação até que fossem esclarecidas as questões levantadas. Mesmo após a recomendação, a prefeitura manteve o andamento do chamamento e a sessão de abertura das propostas está marcada para sexta-feira, na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, a SMUL.
Segundo Marcelo Sando, idealizador do movimento Paulista Boa Para Todos e representante dos moradores da avenida Paulista na comissão de conciliação da região, a gestão municipal afirmou que o estudo de impacto não seria obrigatório, já que a intervenção não cria nova área construída nem instala atividade em um lote.
Durante uma reunião realizada em junho com representantes da prefeitura e moradores, um integrante da Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET, teria informado que a construção do túnel havia elevado em cerca de 80 centímetros a superfície da rua.
O caso agora depende de respostas técnicas que podem determinar o futuro do espaço.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.