Fiscal afastada da Prefeitura de SP diz que vistoriou prédio que desabou na Penha, na Zona Leste, apenas pelo lado de fora do imóvel
Bombeiros fazem busca sob escombros após prédio em construção desabar na Penha, Zona Leste de SP Reprodução/TV Globo A servidora da Prefeitura de São Paulo Viviane Rodrigues de Palma, responsável pelo documento que atestou que havia sido feita uma demolição no prédio em construção que desabou sobre uma casa e matou seis pessoas na Penha, na Zona Leste da capital, afirmou em depoimento que vistoriou o imóvel apenas pelo lado de fora.
Segundo ela, não havia operários no prédio, que apresentava sinais de abandono.
Viviane de Palma foi ouvida nesta segunda-feira (14) pela Controladoria Geral do Município (CGM), que investiga um laudo elaborado por ela em 22 de fevereiro de 2024.
No documento, a servidora apontou que o prédio localizado na Rua Tequici, onde ocorreu a tragédia, havia sido demolido.
O g1 e a TV Globo apuraram que, na época da vistoria, Viviane era fiscal da Subprefeitura da Penha e foi sozinha ao imóvel porque não havia funcionários do órgão em número suficiente para atender às demandas da subprefeitura.
Prédio em construção desaba sobre casa em São Paulo O prédio estava embargado desde 2022.
A Prefeitura chegou a ingressar com um pedido na Justiça para autorizar a demolição, alegando falta de alvará de construção.
No depoimento, Palma disse que não identificou sinais de risco estrutural durante a vistoria realizada em 2024 e que não conhecia a construtora New Home, dona do terreno e responsável pela obra.
Como não conseguiu entrar no prédio em construção, a servidora afirmou que não verificou se a obra correspondia ao projeto registrado na Prefeitura de São Paulo.
A fiscal afirmou ainda que o imóvel que desabou estava realmente embargado e que a construtora teria desrespeitado o embargo ao longo do período, realizando intervenções no edifício sem as devidas autorizações.
Relatório de fiscalização Um dos pontos do depoimento à CGM que chamou a atenção é que Viviane de Palma declarou que, ao contrário do que vinha sendo noticiado pela imprensa, ela não teria afirmado em seu relatório de 2024 que o esqueleto do prédio havia sido demolido.
O g1 teve acesso ao relatório produzido pela servidora, e a informação foi, de fato, registrada no documento.
O relatório de vistoria afirma: “No nosso entendimento técnico concluímos que a demolição, representada em levantamento planialtimétrico, foi efetuada em sua integralidade, dando lugar a execução de edificação nova em andamento”.
Relatório da servidora afastada da subprefeitura da Penha sobre prédio que desabou e matou seis pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.