Uefa recua e desiste de boicote a torneios da Fifa
Uefa vai desistir do boicote a torneios da Fifa após receber garantias de que não será retomado o plano de vender participações comerciais da Copa do Mundo, segundo o jornal britânico The Times.
Entidade que comanda o futebol europeu afirma que as condições para encerrar a ameaça de boicote foram atendidas. De acordo com a publicação, a Fifa retirou a proposta no fim de julho e deu garantias de que iniciativas semelhantes não voltarão a ser colocadas em prática.
Uefa deve levar o tema a uma reunião em Mônaco, marcada para quinta-feira, com seu comitê executivo e dirigentes das 55 federações nacionais do continente. O encontro também deve discutir o endurecimento da ofensiva contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, por causa do projeto conhecido como Fifa Forward Enterprises (FFE).
Boicote havia sido aprovado pelas 55 associações europeias depois que o plano de "vender" uma fatia dos principais torneios veio a público. Segundo o The Times, a decisão afetaria competições da Fifa e ganhou urgência porque seleções, como a Inglaterra, têm viagem prevista para a Polônia na segunda-feira para disputar o Mundial Feminino Sub-20.
Inglaterra tem amistoso de preparação marcado para sábado, no St George's Park, contra a Nova Caledônia. A expectativa, segundo o jornal, é que a desistência do boicote evite impacto imediato na participação das equipes europeias no torneio.
Uefa pretende intensificar a pressão para que Infantino deixe o cargo, ainda de acordo com o The Times. A entidade europeia teria enviado neste mês uma carta, por meio de advogados baseados nos EUA, alertando que avalia medidas legais e pedindo preservação de documentos ligados ao FFE.
Documento cita a possibilidade de ação judicial, arbitragem e reclamações regulatórias relacionadas ao plano. "A Uefa, por meio desta, notifica formalmente que está considerando ativamente ação judicial, arbitragem e/ou reclamações regulatórias decorrentes e relacionadas ao plano FFE proposto pela Fifa e a todos os assuntos correlatos. Você e a Fifa devem tomar medidas imediatas para identificar, localizar e preservar todos os documentos e informações armazenadas eletronicamente descritas neste aviso que estejam sob sua ou da Fifa posse, custódia ou controle. Essas obrigações existem independentemente de qualquer política interna de retenção mantida por você ou por sua organização e se sobrepõem a quaisquer rotinas de destruição ou exclusão de documentos que, de outra forma, se aplicariam", diz a Uefa na carta enviada a Infantino.
Carta também lista 14 executivos da Fifa que deveriam preservar materiais relacionados ao caso. Entre os nomes citados, segundo o The Times, estão o próprio Infantino e o diretor de desenvolvimento global do futebol da Fifa, Arsène Wenger.
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