Juros futuros de curto e médio prazo têm alívio de olho em dados domésticos e gringo na Bolsa
A curva de juros futuros teve alívio nos vencimentos de curto e médio prazo nesta quinta-feira (27), ainda repercutindo o otimismo com dados domésticos e o retorno do fluxo estrangeiro à Bolsa brasileira nos últimos pregões.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 , de curtíssimo prazo, encerrou a 13,630% , baixa de quase 4 pontos-base , ante 13,668 % do fechamento anterior.
Já a taxa de DI para janeiro de 2029 , de médio prazo, encerrou as negociações em 14,075%, ante 14,118% do fechamento anterior, recuo de 3,5 pontos-base .
A DI para janeiro de 2036 , de longo prazo, por outro lado, avançou 4,5 pontos-base e terminou o dia a 14,455%, ante 14,410% do fechamento da última quinta-feira (20) .
Nos EUA, o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,234%, ante 4,224% do ajuste anterior, por volta de 18h (horário de Brasília).
Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,676%, de 4,664% da última quinta-feira, no mesmo horário.
Os investidores seguiram repercutindo o otimismo após a deflação de 0,40% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) , a prévia da inflação do mês de agosto, vir mais intensa do que o esperado pelo mercado (-0,30%, segundo pesquisa Projeções Broadcast).
O dado reforçou a leitura de que há espaço para cortes na taxa Selic pelo Banco Central (BC) . A corretora XP Investimentos reduziu, inclusive, a estimativa para juro básico terminal em 2026 de 14% para 13,25%, avaliando que não deve ter pausa nas reduções.
Além disso, a bolsa registrou a sétima alta consecutiva, sinalizando o retorno do investidor estrangeiro para o mercado brasileiro.
No radar do mercado, também ficou o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que deixou impress]ao de que a demanda pelos papéis está firme.
Diretor de Investimentos em Renda Fixa da Inter Asset, Ian Lima afirma que como o resultado do certame foi muito positivo, o mercado “começou a se animar” logos após a operação, devido à sinalização de que há demanda. O movimento técnico, inclusive, chegou a puxar alguma melhora da bolsa e do câmbio no começo da tarde, quando a curva a termo inverteu o sinal de positivo para negativo, apontou.
“Ao contrário dos leilões recentes, o realizado nesta quinta espalhou a concentração de risco na parte mais curta dos vencimentos, relacionada à política monetária. O mercado entendeu que tem demanda e aliviou”, disse.
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