Igreja de Tia Eva renasce com arruda, mangueira e histórias no quintal
Oito meses depois do início da obra na igreja São Benedito, a vida, finalmente, começou a voltar por ali.
Isso porque a Igreja, símbolo da comunidade quilombola Tia Eva, está renascendo.
Nesta sexta-feira (14), o Lado B viu de pertinho como está tudo por lá em uma visita guiada.
De cara, a igreja parece bem maior que antes.
Parte da igreja precisou ser reconstruída devido ao estado lamentável que estava, mas a fachada segue como a original e na cor azul.
Agora o busto de Eva Maria de Jesus, ou Tia Eva, fundadora da comunidade, vai descer.
Não ficará mais em frente à igreja, mas sim de frente para ela, à sombra de uma mangueira.
Arrudas e flores vermelhas também vão fazer parte do paisagismo do Centro Cultural Tia Eva.
De acordo com a arquiteta e urbanista, uma das responsáveis pelo projeto, Regina Moura Loff Scott Cortez, Tia Eva gostava das flores e todas as plantas presentes no projeto têm relação com a história da comunidade e de Eva.
Para quem perdeu parte da história, a igreja estava caindo sobre o túmulo dela.
Os restos de Tia Eva ainda descansam no local que ela tanto sonhou e que ajudou a construir, reunindo seu povo em torno da fé, da memória e da resistência.
Com a intervenção no entorno, a percepção do espaço também mudou.
A arquiteta explica que a sensação de que a igreja cresceu veio justamente da nova organização das áreas externas, com a criação de platôs e uma escadaria que ampliaram a perspectiva de quem observa a construção.
“Isso trouxe perspectiva de observação.
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