Como mudanças climáticas estão afundando prédios na Europa
Enquanto o El Niño não permite que brasileiros guardem as roupas de frio, na Europa , o fenômeno está levando calor extremo — e isso está fazendo prédios afundarem.
Viver o verão europeu é um sonho para muitos.
Neste ano, porém, a ideia está mais próxima de um pesadelo.
Isso porque, pela primeira vez, a época está causando rachaduras nas paredes, portas emperradas e janelas deformadas.
Londres e demais cidades do sudeste da Inglaterra estão passando por uma onda de calor nunca vista antes.
Como consequência, escolas estão fechando, trilhos de trem estão deformando e, até mesmo, casas afundam.
Por que casas estão afundando na Europa? A soma entre calor e seca está resultando em um problema de subsidência do solo.
Na prática, isso significa que à medida que o calor resseca o solo da cidade, o terreno se desloca e encolhe, puxando os edifícios para baixo.
O solo dessa parte do Reino Unido é argiloso.
Por isso, quando está úmido, esse solo funciona como uma esponja, absorvendo água e expandindo.
Quando está seco, o efeito é o que acontece é chamado de “encolhimento-expansão” (shrink-swell).
Isso significa que o solo “encolhe” de forma desigual sob as fundações das construções.
Como consequência, imóveis afundam, o que leva a rachaduras e danos estruturais.
Além de comumente registrar as maiores temperaturas do país, Londres é ainda mais vulnerável ao efeito devido aos tipos de argila que foi construída.
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