Com vaga nas Olimpíadas, ginástica rítmica planeja testar jovens e novo CT
O passaporte para de Los Angeles-2028 foi carimbado com a medalha de bronze no conjunto geral, no Mundial disputado em Frankfurt, na Alemanha. A seleção ainda conquistou ouros no conjunto simples (cinco bolas) e conjunto misto (três arcos e dois pares de maças), fechando o torneio com três pódios.
Nosso plano, agora, é chegar em Aracaju e, nas próximas semanas, vamos tocar um projeto para a construção de um novo centro de treinamento e da nova sede da confederação. Em 2027, não pegamos evento internacional algum e vamos focar na construção do novo CT. Ricardo Resende, diretor-geral da Confederação Brasileira de Ginástica
A melhoria de espaço tornou-se uma necessidade para a seleção brasileira, que mostrou muita evolução nos últimos anos e tem feito apresentações com grau de dificuldade elevado. "As atletas lançavam os aparelhos muito alto e eles batiam no teto. Então precisamos de um lugar que permita as execuções de mais complexas", explica o dirigente.
Outro fator é a climatização do novo espaço, pois o CT atual não tem isso. A sede continuará sendo em Aracaju (Sergipe), mas em um novo terreno. Nos próximos dias a CBG vai conversar com governo do estado, prefeitura e parceiros para acelerar a implantação do projeto.
O Brasil será sede dos Pans de Ginástica Artística, de Ginástica Rítmica e de Ginástica de Trampolim em 2028. Neste ano, já recebeu o Pan de Ginástica Rítmica e Artística e, no ano passado, foi palco do Mundial de Ginástica Rítmica.
Em Frankfurt, a equipe verde e amarela competiu com Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariane Gonçalves e Julia Kurunczi.
A comissão técnica projeta um período de descanso e recuperação para as integrantes da seleção principal, e pode usar 2027 para avaliar nomes de uma nova geração.
Algumas delas têm lesões, então, vamos poder recuperar 100% fisicamente para recomeçarmos o nosso trabalho. Taticamente, também é importante porque já podemos montar nossas novas coreografias que vão ser apresentadas em Los Angeles. Essa antecedência é boa porque elas vão chegar no auge em Los Angeles, com quase dois anos de treinamento. Camila Ferezin, técnica da seleção de conjunto
Agora, vamos discutir e nos organizar, refazer planejamento com esse grupo com mais tranquilidade. Não precisamos participar das primeiras Copas do Mundo do ano [que vem] e podemos dar férias merecidas (risos). Temos esse recomeço de trabalho e dá para voltarmos também de olho nessa nova geração. Camila Ferezin
O Brasil conquistou, por exemplo, a medalha de ouro no conjunto geral no Pan-Americano Juvenil de Ginástica Rítmica, com equipe formada por Isabella Correia Tenorio, Leona Thaise Oliveira Torres, Leticia Videira Wagner da Rosa, Maria Luísa de Albuquerque e Melissa Dias Ricas Varejão. A delegação ainda foi ao pódio com a prata por equipes e com o bronze de Beatriz Vieira no individual geral.
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