Sem hipocrisia: Todo mundo queria ter os reforços da 'SeleSantos'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Santos está pegando fogo no Brasileirão. Nenhum time somou 13 pontos dos últimos 15 que disputou, nem o todo poderoso Flamengo, o que eleva o Santos ao top 10 do campeonato, cada vez mais longe da zona de rebaixamento.
Se algumas destas vitórias não representam o que foi a partida, como o 3 a 0 sobre o Vasco, ou então parecem ter sido marcadas mais pela incompetência rival, como a sobre o Inter, a verdade é que os 2 a 1 sobre o Cruzeiro mostram que o Santos melhorou - e muito. E a vitória de sábado vem em seguida aos 2 a 0 sobre o Atlético pela Sul-Americana, mais um jogo em que o time atuou francamente bem. São duas vitórias convincentes.
O Santos não parece mais pertencer ao... Santos. Pertence ao conglomerado Neymar e possivelmente assim será "de facto" dentro de algum tempo. O torcedor já viu tanta coisa ruim acontecer e ser feita no clube que está felizão com essa possibilidade. A "intervenção" financeira das últimas semanas significou a chegada de jogadores como Éverton Cebolinha, Arthur, Rodinei e Philippe Coutinho ao clube.
Eu vi muita gente falar mal das contratações nos últimos dias. E a verdade é que esses jogadores cabem em qualquer clube do futebol brasileiro, exceto o Flamengo. Eu ia colocar o Palmeiras na conta também, mas não acho que seria desprezível para Abel ter um jogador como Cebolinha para o ataque.
Vamos deixar a hipocrisia de lado, as críticas mascaram uma pontinha de inveja. Os outros clubes todos adorariam ter esses jogadores no elenco. A exceção talvez seja Coutinho, que não fez nada no Vasco e acho que é o único que sobra na lista. A turma veio para jogar com Neymar e para ser paga por Neymar. É um grupo de amigos. Panelinha, podemos chamar. Mas e daí, se a panelinha jogar bola?
A "SeleSantos" de hoje lembra até a seleção brasileira que ganhou a Copa América de 2019. Lembra até pelo fato de Neymar estar fora, como estava em 2019. Aquele time tinha Arthur, Éverton e Coutinho - sete anos depois, só Marquinhos segue na seleção, mas ainda não dá para Neymar convencê-lo a deixar o PSG e vir para a Vila.
Com a confiança que o time mostra em campo e os bons jogadores que chegam potencializando os que lá estavam, o Santos pode sonhar com um segundo semestre de tranquilidade no Brasileiro e, por que não, um título internacional da Sul-Americana.
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