Do automático à consagração: o roteiro mental de Guilherme Caribé
O nadador brasileiro Guilherme Caribé disse que vive um bom momento de resultados e mira a disputa do Campeonato Mundial de Piscina Curta, na China, em dezembro, depois de uma sequência de competições que, segundo ele, o aproximou de recordes sul-americanos.
Ao UOL, ele relacionou o desempenho recente a um ciclo de oito competições seguidas e a um planejamento que, segundo ele, inclui estratégia de prova bem definida . Ele também afirmou que se sente animado com a perspectiva de buscar marcas ainda melhores nas próximas etapas da temporada.
Foi bem legal. Minhas melhores marcas pessoais foram no borboleta e no livre. Depois de sete competições, sendo a oitava agora, chegar muito próximo dos recordes sul-americanos me deixa bem animado saber que a gente está no caminho certo, cercado de pessoas boas. Estou bem animado para a China. Com as duas medalhas de bronze em 2024, espero que venham melhores colocações. No meu tiro em Floripa cheguei muito perto de bater o recorde sul-americano no 100 livre, e o recorde foi quebrado no campeonato. Então espero que a história se repita e que, nesse campeonato mundial, a gente consiga quebrar esses recordes sul-americanos tanto no borboleta quanto no livre.
Eu tenho minha prova decorada. Tudo o que eu vou fazer na prova eu tenho certo, minha estratégia é muito bem definida na minha cabeça. Mas o tempo é consequência. Se eu dei tudo de mim e o tempo não veio, acontece. A vida do nadador é isso. Eu não escrevo no papel. Eu deixo as coisas acontecerem naturalmente. Guilherme Caribé, nadador, em entrevista ao UOL
Ao falar sobre concentração, Caribé descreveu um roteiro mental que começa antes de subir no bloco e segue com detalhes técnicos de saída, virada e ritmo . Ele disse que a preparação é construída no treino e que, na prova, parte do processo sai no automático, com ajustes possíveis se algo dá errado.
Antes de estar em cima do bloco eu tenho tudo definido na cabeça: como vou fazer minha saída, quantas golfinhadas vou dar, quantas braçadas vou dar, com qual braço vou virar. Eu não tenho muito tempo para contar azulejo. Quando eu subo no bloco e entro na água, vai tudo meio no automático, mas eu ainda consigo pensar no que estou fazendo e ajustar caso alguma coisa dê errado.
O Brasil é muito famoso pelos velocistas. A gente teve inúmeros velocistas no passado: Xuxa, Edvaldo Valério, Gustavo Borges, César, inúmeros. Tem essa responsabilidade de carregar esse fardo dos velocistas do Brasil e continuar levando o que o 50 e o 100 livre construíram. Mas eu não levo como pressão. É algo bem legal saber que moro num país que tem essa cultura de velocistas, e eu sou mais um deles que está se destacando agora. Guilherme Caribé, nadador, em entrevista
Caribé também comentou a relação com nomes que ele citou como referência e disse manter contato com Bruno Fratus e César Cielo. Ao mencionar Edvaldo Valério, medalhista olímpico em 2000, afirmou que o conhece há muito tempo e que ele é amigo da família.
O Edvaldo a gente conhece há muito tempo. Somos grandes amigos. Ele é grande amigo da minha família, dos meus pais. Já tive várias experiências com ele, já conversei bastante. É o nosso Bala.
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