US$ 2,7 bilhões: o mercado de bebidas adaptógenas que cresce mais rápido que as evidências científicas
Há uma nova promessa de bem-estar ocupando prateleiras, bares, academias e, claro, vídeos de influenciadores: beber para relaxar sem precisar consumir álcool.
São as chamadas bebidas adaptógenas (ou adaptogênicas), uma categoria de produtos formulados com ervas, raízes, fungos e outros compostos que prometem reduzir estresse, melhorar foco, aumentar energia ou simplesmente entregar uma sensação de calma muito “parecida” com aquela fornecida pelo álcool.
Uma espécie de drinque sem ressaca e com supostos benefícios para a saúde.
Parece um ótimo negócio.
E, comercialmente, está sendo.
O mercado global de bebidas adaptogênicas foi avaliado em cerca de US$ 1,6 bilhão em 2023 e deve alcançar US$ 2,7 bilhõ es at é 2030 , segundo a consultoria Grand View Research , que prevê ainda crescimento médio anual superior a 8% no período.
O dinheiro acompanha uma mudança real de comportamento.
No Brasil, a parcela da população que se declarou abstêmia passou de 55% em 2023 para 64% em 2025, segundo o Panorama 2025 do Centro de Informaçõ es sobre Saú de e Á lcool (Cisa) , em parceria com Ipsos-Ipec .
Outro levantamento, o Lenad III , da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) , mostrou que a proporção de brasileiros que bebem caiu de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023.
Entre os jovens adultos, de 18 a 34 anos, o movimento é ainda mais evidente.
Ou seja: tem mais gente querendo sair, encontrar amigos, participar do ritual e segurar alguma coisa interessante na mão sem necessariamente tomar gin, cerveja ou uma taça de vinho.
E esta premissa fez com que a indústria encontrasse uma oportunidade.
O que ela colocou dentro da garrafa é que merece um olhar mais atento e menos empolgado.
A ciência além da promessa O termo adapt ó geno parece ter saído de um laboratório moderno de wellness, mas é bem mais antigo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.