Como a Ambipar inflou números do Banco Master
“Daniel.
O pessoal está te esperando para assinar.
Temos que fechar hoje aqui com Tércio.
Ele vai entrar com o pedido de RJ.” A mensagem acima foi enviada a Daniel Vorcaro por Maurício Quadrado, ex-sócio e parceiro de negócios.
Era 20 de outubro do ano passado, segundo registros do celular do então dono do Banco Master obtidos pelo Valor.
A derrocada do Master era então iminente, e os dois vinham discutindo incessantemente como gerar liquidez e, ao mesmo tempo, salvar o que pudessem de ativos.
Quadrado aparentemente sabia do que estava falando.
Naquele mesmo dia, a Ambipar, empresa de gestão ambiental controlada por Tércio Borlenghi Jr., apresentaria o pedido de recuperação judicial (RJ), desdobramento esperado de uma medida cautelar obtida no fim de setembro na Justiça do Rio.
Quadrado e o empresário faziam negócios juntos e vinham mantendo contato frequente nas semanas anteriores.
Estava em curso naquele momento uma tentativa de extrair ganhos de uma operação com ações da Ambipar montada mais de um ano antes, em 2024, por meio de fundos ligados à estrutura do Banco Master.
As negociações envolviam Vorcaro, Quadrado e Tércio e, posteriormente, passaram a incluir o empresário Nelson Tanure, que tinha interesses na Emae, arrematada por ele na privatização promovida pelo governo de São Paulo em abril de 2024.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.