Quais são as 18 árvores que sustentam a Amazônia na luta contra o aquecimento global
Alertas de desmatamento na Amazônia atingem o menor índice da série histórica Depois que uma área da Amazônia é destruída, a floresta parece "saber" por onde recomeçar.
Um grupo de apenas 18 espécies de árvores domina, repetidamente, o processo de regeneração em qualquer lugar do bioma — e um estudo brasileiro identificou quais são elas e por que a natureza recorre sempre a esse mesmo grupo primeiro.
A resposta está numa seleção natural bem específica.
Segundo Fernando Elias, pesquisador que liderou o estudo com apoio do Instituto Serrapilheira, a maioria das árvores amazônicas precisa crescer à sombra de outras para sobreviver.
Mas essas 18 espécies são diferentes: suportam sol a pino, solo compactado e calor extremo.
Esse é o cenário que a vegetação encontra depois de um processo de destruição para dar lugar a pastagem, roça ou lavoura.
Para se manter de pé, a floresta responde de forma "inteligente", trazendo primeiro essas espécies, que abrem caminho para o restante da floresta crescer.
A regeneração da floresta é a saída para enfrentar os milhares de quilômetros quadrados já desmatados nos anos anteriores.
Hoje, o bioma registra a menor área sob alerta de desmatamento desde o início da série atual do sistema de monitoramento Deter, em 2016.
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a Amazônia registrou 2.874 km² sob alerta, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Ainda assim, é apenas a ponta mais recente de um passivo histórico de desmatamento.
O governo brasileiro tem um plano para recompor parte dessa área.
O Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, o Planaveg, prevê a restauração de 12 milhões de hectares em todos os biomas do país até 2030, incluindo a Amazônia.
"Essas espécies são a tentativa da floresta de se reerguer.
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