Petrobras anuncia R$ 12 bilhões para nova fronteira de petróleo na Margem Equatorial brasileira
Segundo o Plano de Negócios da Petrobras, estruturado para o quinquênio de 2026 a 2030, os projetos dos campos de petróleo da Margem Equatorial brasileira devem mobilizar US$ 2,5 bilhões em investimentos (cerca de R$ 12,86 bilhões), distribuídos para a exploração de 15 poços previstos na região.
A área, que soma 2,2 mil quilômetros entre os estados do Amapá e do Rio Grande do Norte, passa por estudos de viabilidade e processos de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para comprovar a possibilidade de explorar novos blocos descobertos na Bacia da Foz do Amazonas.
Em agosto, a Petrobras havia iniciado o processo de avaliação do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a primeira descoberta de hidrocarbonetos na costa amapaense.
Segundo a companhia, o poço Morpho, que fica a 175 km da costa do Amapá, “está alinhado à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa”.
Embora a produção ali possa demorar até sete anos para ser plenamente operacional, os poços da região devem garantir cerca de 40 anos a mais de petróleo para a companhia, em reposição às reservas do pré-sal, que devem atingir seu pico de produção e entrar em declínio até a próxima década.
Com o novo plano, a Petrobras prevê US$ 109 bilhões em investimentos totais, dos quais US$ 7,1 bilhões são destinados especificamente às atividades exploratórias, incluindo projetos nas bacias do Sul e Sudeste, na Margem Equatorial e em ativos exploratórios no exterior, e US$ 2,5 bilhões especificamente à Margem Equatorial.
O documento do plano indica 15 poços na Margem Equatorial, outros 14 nas bacias do Sul e Sudeste e 11 em outras áreas, totalizando 40 novos poços exploratórios previstos para o período.
Segundo as estimativas da companhia, o pico produtivo deve alcançar 2,7 milhões de barris por dia em 2028 e cerca de 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo por dia em 2028 e 2029.
Até 2034, o pré-sal ainda responderia por aproximadamente 76% da produção nacional, mas a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) considera essencial a abertura de novas fronteiras exploratórias para sustentar o crescimento.
A perfuração do bloco FZA-M-59 começou ainda em outubro de 2025, após a autorização prévia do Ibama para a Avaliação Pré-Operacional e a Licença de Operação.
A descoberta dos hidrocarbonetos veio em agosto deste ano.
O processo de licenciamento do bloco FZA-M-59 contempla quatro poços: um principal, o Morpho, e três poços contingentes.
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