Na Globo, Augusto Cury fala em taxar bets, diz que 'mundo vai virar de ponta cabeça em 5 anos' e cita necessidade de investir em IA
O candidato Augusto Cury (Avante) é o sexto e último a participar da série de sabatinas com os presidenciáveis promovidas pela TV Globo na noite deste sábado, 29. Na entrevista conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, ele fala sobre taxar bets, afirma que 'mundo vai virar de ponta cabeça em 5 anos' e cita necessidade de investir em IA.
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A bancada da Globo começou a entrevista trazendo o assunto que foi tratado com todos os demais candidatos: a dívida pública do Brasil. Em junho deste ano, a Dívida Bruta do Governo Geral avançou para 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto), alcançando R$ 10,4 trilhões no mês. Esse é o maior valor desde abril de 2021, quando a dívida estava em 82,62% do PIB. Esse montante engloba dívidas do governo federal, da Previdência Social (INSS), e dos governos estaduais e municipais. "Para qual percentual do PIB você se compromete a trazer essa dívida, se eleito?", perguntou Tralli.
Cury elencou uma série de estratégias: ter 10 milhões de microempresas financiadas para aumentar a massa de pagamentos de impostos; promover uma séria auditoria na gestão pública; reaver cerca de 50 mil cargos comissionados para cortar o que não é essencial; combater seriamente a corrupção; ajustar o Bolsa Família para possibilitar que a família tenha uma segunda renda sem perder o benefício; e "taxar seriamente as bets".
Os jornalistas apontaram que esses ajustes ainda passam distante da realidade do problema. Em resposta, Cury reforça a questão da taxação das bets e vê isso como a solução para desafogar a dívida brasileira. O candidato também cita a importância de "digitalizar toda a máquina pública" para economizar o suficiente.
Com relação a maiores detalhes sobre eventuais mudanças no arcabouço fiscal ou para onde seriam direcionados cortes, Cury diz que "não quer se antecipar" e que estudos serão feitos sem carater "eleitoreiro".
Pressionando o candidato, os jornalistas perguntam sobre a redução de ministérios que ele propõe em seu plano de governo -- um corte de 8 a 10 pastas. Ele não responde quais ele planeja cortar. "Não quero me adiantar a esse respeito", repete. O que explica é que, em paralelo aos cortes, planeja criar um novo ministério voltado a Robótica e Inteligência Artificial.
"O mundo vai virar de cabeça para baixo em 4, 5 anos", alega, justificando a importância de ter um ministério ou uma secretaria executiva voltada apenas para isso. Será uma forma de "neutralizar" problemas que aponta que serão enfrentados em um futuro breve com relação a inovações tecnológicas.
Sobre salário mínimo, ele diz que quer uma "classe média pujante". "Isso é tão caro pra mim. O dinheiro não garante a felicidade. Por isso, até, que há muitos miseráveis morando em palácios. Mas a falta de dinheiro garante a ansiedade.
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