Avaí vence com eficiência, sem brilho, controla a Ponte e confirma evolução fora de casa
Avaí não brilhou, mas foi eficiente, aproveitou as melhores oportunidades, contou com Jean Lucas decisivo e controlou uma frágil Ponte Preta para conquistar uma vitória segura em Campinas
O Avaí fez um jogo pobre tecnicamente, mas eficiente no que mais importa no futebol: soube aproveitar as oportunidades que criou e soube controlar o adversário depois de abrir o placar.
A vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta , em Campinas, foi justa e construída muito mais pela qualidade nas finalizações do que por uma atuação brilhante. Em um jogo de pouca inspiração, o Leão foi objetivo, sofreu pouco e voltou para casa com três pontos importantes.
No primeiro tempo, o Avaí teve as melhores chances, principalmente quando conseguiu encontrar espaços e fazer infiltrações por dentro. Felipe Vizeu acertou o travessão em uma das melhores oportunidades, enquanto Thayllon apareceu bem e finalizou três vezes com perigo. Faltou, porém, transformar esse volume em uma vantagem no placar.
O forte calor de Campinas e as condições ruins do gramado também contribuíram para um jogo tecnicamente fraco. A bola não rolava com qualidade, os erros de passe foram frequentes e as equipes tiveram dificuldade para construir jogadas mais elaboradas. Ainda assim, o Avaí conseguiu ser mais perigoso, especialmente nos momentos em que acelerou a troca de passes e atacou os espaços entre as linhas da Ponte.
Com o passar do tempo, entretanto, o Avaí perdeu intensidade. O time deixou de pressionar com a mesma força e passou a administrar mais a partida. A diferença é que, do outro lado, havia uma Ponte Preta jovem e muito limitada tecnicamente. A equipe paulista não conseguiu transformar a posse de bola em situações reais de gol e praticamente não levou perigo à meta avaiana.
Foi justamente nesse cenário que apareceu Jean Lucas. Logo no início do segundo tempo, com menos de um minuto, o meia recebeu a oportunidade e mostrou qualidade para abrir o placar. O gol mudou completamente o desenho da partida. Com a vantagem, o Avaí não precisava mais se expor e encontrou ainda mais espaços para explorar os erros do adversário.
Jean Lucas, aliás, foi o que se salvou em uma atuação coletiva apenas discreta. Em um jogo pobre, o meia teve a capacidade de decidir, dando ao time a tranquilidade que faltava. Seu gol foi determinante para que o Avaí pudesse jogar de maneira mais confortável e sem a necessidade de acelerar a partida.
A partir daí, o Leão passou a controlar o jogo sem precisar se desgastar excessivamente. A Ponte, obrigada a sair em busca do empate, ofereceu exatamente o espaço que o Avaí precisava para explorar o contra-ataque. E foi assim que surgiu o segundo gol.
Léo Chú conduziu a jogada com velocidade e inteligência e encontrou Wenderson, que apareceu com qualidade de atacante para finalizar e matar a partida. Foi uma demonstração clara de eficiência: poucas chances realmente construídas, mas aproveitamento suficiente para transformar um jogo sem grande brilho em uma vitória segura.
Não foi uma atuação para empolgar o torcedor.
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