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Heterossexuais são maioria nos novos diagnósticos de HIV em MS

Campo Grande News ·
Heterossexuais são maioria nos novos diagnósticos de HIV em MS

O estigma de que o HIV é uma infecção restrita aos homossexuais ficou no passado.

Dados recentes do Ministério da Saúde mostram uma mudança clara no perfil das notificações em Mato Grosso do Sul: a maioria dos novos casos diagnosticados ocorre entre pessoas heterossexuais.

A transformação no cenário epidemiológico alerta para a necessidade de desconstruir preconceitos em torno da doença, que ainda afastam a população do tratamento adequado.

Entre 2020 e 2025, foram registrados 3,8 mil casos de HIV/AIDS em Mato Grosso do Sul.

Desse total, 52% eram heterossexuais, enquanto a população homossexual correspondeu a 19% dos casos.

Já em Campo Grande, a predominância da doença entre heterossexuais aumenta: 57,4%, contra 21,9% de homossexuais.

Segundo a médica infectologista Andyane Freitas, que atua no Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), a falsa sensação de segurança é um dos maiores obstáculos no combate à infecção entre pessoas heterossexuais.

“É um erro atribuir o HIV a um determinado perfil de pessoa.

A baixa percepção de risco faz com que alguém permaneça muitos anos sem realizar um teste.

Pessoas heterossexuais, inclusive aquelas em relacionamentos estáveis, podem não se perceber vulneráveis e, com isso, procuram menos os serviços de testagem", explica a médica.

O cenário estadual da doença chama a atenção para a incidência de casos em relação ao resto do Brasil.

Em 2024, Mato Grosso do Sul registrou uma taxa de detecção de AIDS de 27,2 casos por 100 mil habitantes, número expressivamente superior à média nacional de 17,4, um aumento de 16,2% em relação ao ano anterior.

Além disso, o estado ocupa a quarta posição nacional no índice do primeiro exame de CD4, que mede a força do sistema imunológico, com média de 258 células por milímetro cúbico no sangue, o que reflete a chegada tardia de muitos pacientes ao sistema de saúde, já com o sistema de defesa enfraquecido.

A médica ressalta, contudo, que é preciso cautela na interpretação dos dados locais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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