Malha ferroviária do RS encolhe após enchente e expõe crise logística
Malha ferroviária do RS encolhe após enchente e expõe crise logística A destruição de trechos da malha ferroviária durante a enchente de 2024 agravou os gargalos históricos de infraestrutura no Rio Grande do Sul.
Em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, uma fileira de locomotivas paradas ao relento há mais de dois anos ilustra a crise logística.
Os trens, que antes transportavam combustíveis para o Polo Petroquímico e fertilizantes para diferentes regiões, hoje são o retrato de um estado que perde competitividade no escoamento de sua produção.
A paralisação interrompeu conexões estratégicas e reduziu a capacidade de transporte sobre trilhos.
Dados do setor indicam que a extensão em operação caiu de 1.952 quilômetros em 2016 para 921 quilômetros atualmente.
Antes do desastre climático, havia 1.680 quilômetros em funcionamento.
Um dos poucos trechos ainda ativos liga Cruz Alta ao Porto de Rio Grande, essencial para a safra de grãos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Atualmente, o Rio Grande do Sul está praticamente desconectado do restante do país por ferrovias.
Nenhuma composição parte do estado rumo a centros consumidores como São Paulo.
Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), a deficiência ameaça a economia local diante das mudanças tributárias previstas.
"O RS é um estado que está na ponta do mercado consumidor.
O principal mercado nosso está no Sudeste.
Como vamos competir em 2033 e 2034, quando a reforma tributária estiver em pleno vigor? Nós temos que ter logística para colocar nossos produtos nos mercados consumidores", afirmou um representante da Fiergs.
A discussão sobre o tema ganhou força após o governo federal apresentar um novo modelo de concessão ferroviária, criticado pelos três estados da região Sul.
Em reação, o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) lançaram licitação para contratar uma consultoria técnica.
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