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Recém-nascida é afastada dos pais pelo Conselho Tutelar em Colombo; defesa da família questiona medida

Banda B ·
Recém-nascida é afastada dos pais pelo Conselho Tutelar em Colombo; defesa da família questiona medida

Uma recém-nascida, de apenas quatro dias de vida, foi afastada da mãe e do pai antes de deixar o Hospital e Maternidade do Alto Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo os pais, a bebê foi encaminhada ao Conselho Tutelar São Gabriel, no mesmo município, na quinta-feira (27), com acompanhamento policial. A defesa contesta a medida e busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao acolhimento.

Conforme apurado, a criança nasceu saudável no dia 25 de agosto. A mãe recebeu alta na quinta-feira, mas não pôde levar a filha para casa. Desde então, ela e o marido procuram informações sobre os motivos do afastamento e o local onde a bebê está.

De acordo com a advogada Lídia Machado Domingues, que representa a família, a informação repassada inicialmente era de que a criança havia sido encaminhada para uma família acolhedora. A defesa procurou a maternidade e o Conselho Tutelar para obter documentos e informações sobre o procedimento.

Até este sábado (29), a defesa afirmava não ter recebido uma ordem judicial ou documento que apresentasse, de forma concreta, uma situação atual de risco que justificasse a separação.

Em entrevista coletiva neste sábado, a mãe contou que chegou à maternidade no dia 25, após sentir dores e pedir que o marido chamasse o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ela deu à luz às 18h04 e permaneceu no hospital com a filha, aprendendo a amamentar e a cuidar da bebê, que é sua primeira filha.

Dois dias depois, no momento em que recebeu alta, ela foi chamada para conversar com duas mulheres que, posteriormente, descobriu serem conselheiras tutelares. Conforme a versão apresentada pela mãe, após responder perguntas sobre a saúde da filha, recebeu a informação de que a criança seria retirada.

“Depois que eu respondi todas as perguntas, ela veio e falou: ‘mãe, dá um beijo na sua filha que a gente está recolhendo a tua filha’. E ali eu me desesperei”

De acordo com a mãe, a bebê foi retirada de seus braços e levada pelas conselheiras, enquanto policiais militares acompanhavam a ação. Ela sustenta que não recebeu documentos ou uma explicação formal naquele momento.

“Não me deixaram sequer amamentar minha filha. Não me explicaram nada, apenas tiraram ela dos meus braços e a levaram. Não tem motivo. Eu sou a mãe dela e ela tem que ficar comigo”

A mulher também relata que não vê a filha desde a retirada e que não consegue obter informações diretamente com o Conselho Tutelar.

“Eu mando mensagem para o Conselho Tutelar e eles não me respondem. Minha filha foi planejada, foi amada. As coisinhas dela ficam na minha frente praticamente todo dia. E não é fácil para mim, sendo mãe, estar longe dela. Dói demais”

O pai da recém-nascida conta que percebeu que havia algo diferente ao ver um policial militar próximo à entrada da maternidade. Enquanto as conselheiras conversavam com a esposa, um policial teria pedido que ele saísse para conversar.

Nesse momento, de acordo com o relato, ele foi informado de que a filha seria retirada da mãe.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.

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