Santos escancara impotência ofensiva e paga preço caro após escolha de Cuca
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em uma noite marcada por impotência ofensiva, o Santos perdeu por 3 a 0 para o Palmeiras , ontem, no Nubank Parque, pelo duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. A atuação e o resultado deixam o time de Cuca — que optou pela ausência de Neymar e por deixar Gabigol no banco — em situação muito difícil na competição.
Cuca modificou a equipe para tentar segurar os comandados de Abel Ferreira. O objetivo era sobreviver ao duelo fora de casa e levar decisão para a Vila Belmiro, na próxima quarta-feira (2), com um mínimo de conforto.
As decisões mais marcantes envolveram as duas maiores estrelas e os artilheiros do elenco no ano: Neymar e Gabigol
Após fazer mistério e colocar o camisa 10 na lista de relacionados, o treinador cortou Neymar para poupá-lo do gramado sintético . Mas pouco antes do jogo, o atacante respondeu ao jornalista Thiago Asmar, em um publicação nas redes sociais, dizendo que estava à disposição — e que só não jogou por escolha da comissão técnica.
Posteriormente, na entrevista coletiva, Cuca confirmou a versão de Neymar. O técnico disse que, ao lado de sua comissão, optou por fazer um controle de carga do atleta pensando na sequência de partidas da equipe.
Sobre Gabigol, o técnico explicou que deixou o camisa 9 no banco para apostar na velocidade . Caballero, escalado para puxar contra-ataques, acabou pouco acionado.
Estratégia reativa não funcionou A ideia de fechar o time e apostar na mesma estratégia da vitória por 3 a 0 sobre o Vasco , em São Januário, há pouco menos de duas semanas, não deu certo.
Mesmo reforçando a defesa com a volta de Lucas Veríssimo e três volantes posicionados no meio-campo, o Santos foi dominado pelo Palmeiras. Além dos três gols, o Verdão criou chances e empilhou chances perdidas, fato que evitou um placar mais elástico.
O Santos, por sua vez, foi quase inofensivo. O Peixe finalizou sete vezes, mas apenas um desses chutes foi no alvo. E isso já nos acréscimos do segundo tempo.
Sem ver a sua proposta de jogo funcionar, Cuca apresentou um comportamento agitado à beira do campo. No primeiro tempo, o meia Rollheiser foi quem mais irritou o treinador por causa de seus erros de posicionamento e tomadas de decisões.
A insatisfação com o argentino foi tanta que o técnico optou por tirá-lo já no intervalo.
Na etapa final, Cuca colocou Gabriel Bontempo, Gabigol e Rony para tentar reagir e recolocar o Santos no jogo.
As trocas não surtiram qualquer efeito. O Santos tomou o terceiro gol e por pouco não levou outros três (Giay, Maurício e Vitor Roque desperdiçaram chances na cara de Brazão).
Nos minutos finais, o treinador apenas assistiu ao fim da partida, deu orientações básicas aos atletas e assumiu a responsabilidade pela frustrante derrota.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.