Vitória de Lula é vitória da América Latina
A fantástica vitória de Lula é a vitória de todo um continente.
É a vitória da democracia e dos direitos humanos, de uma Pátria Grande que almejava um respiro, para sair de um sufoco carregado de incertezas e de hipóteses de um profundo retrocesso.
É um céu azul que se ergue diante da tormenta que o imperialismo cercava o último e mais importante país da nossa América Latina, que pouco a pouco, vinha sendo visto como o derradeiro alvo dos interesses econômicos e totalitários que Trump buscava na América Latina.
O Brasil, com a reeleição de Lula, levanta a espada da vitória e se contrapõe à prepotência do império capitalista.
Nem Trump nem Rubio serão capazes de transpor a festa nacionalista que o Brasil mostrou ao mundo.
A magia da alegria de nosso povo freia os ímpetos do totalitarismo e da prepotência, daqueles que não desistiam de dizer que nossa América Latina seria, definitivamente, o “quintal americano”.
A interferência do jogo bruto da política externa americana se deslocou hoje, por meio das big techs, para espionagem e manipulação da opinião pública, interferindo através de mentiras (fake news) nas telas da população menos informada.
A nova prática destrói realizações, derruba verdades e robotiza mentes que caem na vertigem fascista da dissonância cognitiva.
Os atuais governos de Colômbia, Peru, Equador, Chile, Argentina, Paraguai, por influência de Marco Rubio, que sem dúvida também interferiu no processo democrático destes países, esperavam uma derrota do povo brasileiro, que não aconteceu.
O “Escudo das Américas”, projeto da intenção americana de auditar a soberania da América Latina, representa pretensões muito perigosas de submeter nossa América Latina.
A tática utilizada é manter a falsa impressão de combater as “organizações terroristas”, que não são terroristas, mas, sim, grupos nada ideológicos, que visam apenas à conquista mafiosa de espaços nas sociedades latino-americanas, e imiscuir-se no Estado para acabar de vez com as instituições estabelecidas.
A Pátria Grande volta a respirar e abre uma esperança de ressuscitar o seu destino, traçado por tantos e tantos vultos de nossa “hermandad”, onde navegam os espíritos libertários da consciência de liberdade, soberania e verdadeiro patriotismo.
Personagens como Mario Benedetti, Oscar Romero, Frei Tito, Camilo Torres e tantos outros irmãos da América Latina deixaram o rastro eterno e voltam vivos a inserir coragem e resistência na nova geração que repudia o neocolonialismo.
O Brasil e Lula produzem o renascimento de uma nova esperança, dão lugar a uma nova luta, trazem de volta o humanismo e despertam o sentimento glorioso da resistência. *João Vicente Goulart é diretor-presidente do Instituto Presidente João Goulart (IPG).
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