“Oceano mais quente que já medimos”: Agência da ONU alerta para um dos El Niño mais fortes da história
A OMM (Organização Mundial Meteorológica) divulgou nesta quinta-feira (8) que o planeta pode enfrentar o mais forte El Niño desde 1950 .
De acordo com o relatório, as águas nunca estiveram tão quentes, e o fenômeno deve durar até fevereiro .
O secretário-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que a probabilidade disso acontecer é de quase 100%, segundo consenso entre treze centros nacionais e internacionais.
“O oceano de onde ele está extraindo calor é o mais quente que já medimos”, afirmou.
Leia Mais Super El Niño pode ser o mais devastador desde início dos registros ONU prevê El Niño muito forte, alerta para extremos e projeta pico em 2026 El Niño de 2026/2027 pode ser o mais intenso desde 1950, segundo NOAA Entenda o que é o El Niño O El Niño é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas do oceano pacífico equatorial.
Ele acontece de forma cíclica, em um intervalo de 2 a 7 anos e de maneira intercalada com períodos neutros e sob o efeito do La Niña, o resfriamento acima da média das águas.
Com o El Niño, o calor excedente das águas é liberado, e as correntes de vento e fluxos e níveis de chuva mudam no mundo todo.
Seus principais efeitos acontecem na América do Sul e Central, segundo a OMM.
No Brasil, os mais severos são especialmente chuvas intensas na região Sul e secas prolongadas no Norte e Nordeste.
Aquecimento acima do normal O relatório da OMM destaca que a temperatura do oceano pacífico na região equatorial saltou de 1,6ªC para 2,5ºC entre junho e agosto de 2026.
Nos meses finais do ano a previsão é que a temperatura chegue ao seu pico com 3,7ºC acima da média.
O valor será o mais alto da série histórica.
Segundo Saulo isso resulta em temperaturas na superfície recordes no mundo todo, lembrando que o El Niño não adiciona calor ao planeta, mas apenas libera o que o oceano já tem armazenado.
“Isso não significa que todos os locais estarão mais quentes do que a média todos os dias, mas indica um forte sinal sazonal que aumenta a probabilidade de ondas de calor extremas e impactos relacionados ao calor”, alerta a organização.
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